A forte chuva que caiu entre a última quarta e esta quinta-feira, causou duas mortes em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O mau tempo também atingiu Sabará, em Minas Gerais, onde uma pessoa morreu. Em São Paulo, alagamentos causaram transtornos e contribuíram para aumentar o caos no trânsito paulistano.
Em Nova Iguaçu, uma menina de apenas três anos morreu afogada após a água inundar uma creche no bairro da Posse. No mesmo dia, um adolescente de 17 anos foi levado pelas águas de um córrego naquele município da Baixada Fluminense.
De acordo com as informações da Defesa Civil Estadual, ao menos 219 pessoas perderam suas casas ou tiveram que abandonar provisoriamente as residências em Nova Iguaçu, Teresópolis e Belford Roxo
Quedas de árvores, alagamentos e deslizamentos de terra também foram registradas em Volta Redonda, São Gonçalo e na cidade do Rio.
Tragédia
Em Minas, na manhã desta quinta, um garoto de 14 anos morreu depois de ser atingido pela queda de um muro na rua Rouxinol, em Sabará.
Em São Paulo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura registrou 22 pontos de alagamento. Regiões ficaram em estado de atenção - o segundo na escala que vai de observação, atenção, alerta e alerta máximo.
A chuva também prejudica outras regiões do Estado. Em Osasco, na Grande São Paulo, o córrego Ribeirão Vermelho transbordou e deixou ruas alagadas, na manhã desta quinta.
Na cidade de Ribeirão Preto, que fica a 314 km a norte de São Paulo, a chuva causou o transbordamento dos córregos Ribeirão Preto, do Tanquinho e Retiro do Saudoso.
Boa notícia
Nem todas as notícias sobre o clima, nesta quinta-feira, foram negativas. Responsável por uma biodiversidade somente comparável à Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, que teve um projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados na noite da última quarta, terá agora uma série de regras para a sua preservação e exploração econômica sustentável.
A Mata Atlântica original se estendia do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul e ocupava uma área de 1,3 milhão de quilômetros quadrados. Era considerada a segunda maior floresta tropical úmida do Brasil, só comparável à floresta amazônica.
Hoje existem apenas 5% de sua extensão original e em alguns estados, como o Rio Grande do Sul, a floresta desapareceu, segundo a organização não-governamental SOS Mata Atlântica.