Rio de Janeiro, 06 de Agosto de 2026

Chuva castiga MS e dá prejuízo

Cercade 67 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas em Mato Grosso do Sul nos últimos dias. Nove municípios decretaram situação de emergência. Além de travar o avanço da colheita de verão, a enxurrada atrasa também os planos de quem pretende investir na segunda safra de milho, que já deveria estar totalmente plantada no Estado.

Quinta, 10 de Março de 2011 às 08:30, por: CdB
Os municípios de Ribas do Rio Pardo, Rio Verde de Mato Grosso, Bandeirantes, Paranaíba, Dourados, Rio Brilhante, Sidrolândia, Maracaju e São Gabriel do Oeste vão decretar estado de emergência por causa das chuvas fortes que atingem o Mato Grosso do Sul. O volume de água, o maior desde 1990 segundo a Defesa Civil, provocou enchentes de rios, destruiu pontes e afetou a lavoura das áreas rurais dos municípios. Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Ociel Ortiz Elias, o número de pessoas desabrigadas, desalojadas ou isoladas por causa das cheias dos rios já passa de 67 mil. Além dos nove municípios, já estavam em situação de emergência as cidades de Aquidauana (com 10,7 mil pessoas afetadas), Anastácio (4,1 mil pessoas), Dois Irmãos do Buriti (1,8 mil pessoas), Coxim (7 mil pessoas) e Miranda (75 pessoas). Essas cidades foram afetadas pelas enchentes dos rios Aquidauana, Taquari e Miranda que, em média, subiram 7,4 metros alagando parte das cidades. Em Paranaíba, o sistema de abastecimento de água opera parcialmente para atender os 43 mil habitantes. Em São Gabriel do Oeste, a colheita de soja está prejudicada. De acordo com a Defesa Civil, 14 pontes caíram em Rio Verde, na região do Pantanal. Em algumas cidades, o nível dos rios subiu quase 7 metros. Em Aquidauana, o nível do rio de mesmo nome passou de 3 metros, considerado normal, para 9,8 metros. A ponte que liga o município à Rodovia BR-262 foi destruída. Na última semana, o volume de chuvas ultrapassou os 200 milímetros em importantes regiões agrícolas e começou a espalhar tensão pelos campos. Além de travar o avanço da colheita de verão, a enxurrada atrasa também os planos de quem pretende investir na segunda safra de milho, que já deveria estar totalmente plantada no Estado. A Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul) estima que a colheita tenha alcançado 20% da área, contra 35% registrados nesta mesma época do ano passado. As águas de março provocaram a quebra na safra de soja em Mato Grosso do Sul, que bateria recorde histórico neste ano. A perda deve atingir, no mínimo, 30% da produção deste ano, em torno de 1,7 milhão de toneladas, o que significa que os prejuízos já superam R$ 1,1 bilhão.  O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe) prevê para esta sexta-feira muitas nuvens e pancadas de chuva na região mais afetada pelas enchentes (norte do estado).
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