Christopher Lee diz não ter computador ou celular. Mas isso não impede o veterano ator britânico de estrelar em algumas das mais bem sucedidas e criativas uniões entre narrativa e arte gerada por computador.
Lee está aguardando com ansiedade o lançamento do DVD de "The Lord of the Rings: The Return of the King", filme que conquistou os principais Oscars do ano, marcado pela New Line Cinema para 14 de dezembro. A versão prolongada vai restaurar cenas cortadas do dramático final usado para a versão exibida em cinema, na qual o veterano ator interpretava Saruman, o mago maligno.
Avançando ainda mais no reino digital, os talentos de Lee são parte essencial de dois videogames. A voz e a figura do ator de 82 anos são parte de 'GoldenEye: Rogue Agent", da Electronic Arts, e sua voz dá vida a um personagem de "Everquest II", da Sony Online Entertainment.
Lee se diz muito interessado em videogames como nova maneira de contar histórias, mesmo antes de convidado a trabalhar em algumas dessas produções. "Fiz teatro, fiz ópera, fiz cinema, fiz televisão, mas nada desse tipo", afirma. "O apelo é enorme porque as pessoas podem literalmente se envolver na história. De acordo com a maneira pela qual joguem, se tornam personagens. Podem fazer o que quiserem."
Para "Rogue Agent", Lee reprisou seu papel como Francisco Scaramanga, inimigo de James Bond em "007 Contra o Homem da Pistola de Ouro", de 1974. O jogo permite que os participantes assumam o papel do vilão de "GoldenEye", que se une a Auric Goldfinger em uma batalha contra o Dr. No.
"Quando interpretei Scaramanga, ele era letal", disse Lee. "Era preciso que ele tivesse charme, senso de humor, fosse atraente para as mulheres, e os homens tinham quase que invejar-lhe as capacidades, por mais mortíferas que fossem."
"Rogue Agent" leva ao limite a capacidade do PlayStation 2, Xbox e GameCube, com cenários virtuais criados por Ken Adam, o diretor de arte em diversos filmes de Bond, entre os quais "O Espião que me Amava", pelo qual foi indicado ao Oscar.