Presidente da França, Jacques Chirac disse nesta segunda-feira que é "hostil" a sanções internacionais contra a Autoridade Palestina sob liderança do grupo militante Hamas.
- Sei bem que alguns querem sanções. Da minha parte, sou hostil a tais sanções em geral e neste caso em particular...basicamente o povo palestino pagaria o preço por isso - disse em entrevista coletiva na Arábia Saudita.
O grupo militante islâmico ganhou a eleição de janeiro com ampla maioria, levando Israel, Estados Unidos e União Européia, o que inclui a França, a ameaçarem cortar o financiamento, a não ser que o grupo renuncie à violência e reconheça Israel. Uma autoridade da União Européia reiterou na segunda-feira que a UE cessará os pagamentos à Autoridade Palestina quando o Hamas assumir o poder, a não ser que seu governo cumpra as condições.
Chirac não explicou como a França vai deixar de financiar a AP, mantendo ao mesmo tempo a ajuda aos palestinos. A França sempre apresenta-se como um país que apóia as causas árabes, enquanto alguns árabes consideram os Estados Unidos mais do lado de Israel.
- Espero que as discussões com o Hamas, iniciadas por alguns partidos, possam levar a um resultado positivo. Para ser honesto, não duvido que isso acontecerá, porque o Hamas tem que assumir suas responsabilidades - disse Chirac, em referência às exigências dos EUA e da UE.
Uma delegação do Hamas visitou a Rússia na semana passada, na primeira viagem do grupo a um potência estrangeira, esperando ganhar um pouco de apoio internacional. Egito e Arábia Saudita desdenharam no mês passado os esforços dos EUA para convencê-los a isolar o Hamas, durante visita da secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice.