Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Chirac inaugura na França a ponte mais alta do mundo

O presidente da França, Jacques Chirac, inaugurou nesta terça-feira o viaduto de Millau, a ponte mais alta do mundo, construído no centro da França para encurtar a distância a entre o Norte da Europa e o Mediterrâneo. (Leia Mais)

Terça, 14 de Dezembro de 2004 às 08:47, por: CdB

O presidente da França, Jacques Chirac, inaugurou nesta terça-feira o viaduto de Millau, a ponte mais alta do mundo, construído no centro da França para encurtar a distância a entre o Norte da Europa e o Mediterrâneo.

Considerada uma obra de arte que mistura tecnologia e beleza estética, a ponte foi erguida em apenas três anos, mas após dez anos de estudos. Na próxima quinta-feira, ela será aberta ao tráfego de automóveis.

Desenhada pelo arquiteto britânico Norman Foster, a ponte sobre o rio Tarn, une as planícies de Rouge e Larzac, no centro de França. Sete pilares de concreto armado, o maior deles com 243 metros, e vigas de aço sustentam uma pista de concreto de cerca de 36 mil toneladas. Em altura, a ponte excede em 23 metros a altura da Torre Eiffel, que tem 300 metros de altura.

Com uma forma elegante, que parece voar em meio às nuvens, a ponte pesa 290 mil toneladas, tem 2.460 metros de extensão e 32 metros largura e é o trecho que faltava para interligar a França à autopista A75, conhecida com "A Meridiana", para unir Paris e o Mediterrâneo.

A ponte tem um papel econômico importante para o departamento de Aveyron, na região de Auvernia, e para a integração do mercado europeu. O viaduto também tem uma função geopolítica, já que oferecerá uma alternativa para o eixo do vale do Ródano, sempre saturado pelo tráfego do Norte para o Sul da Europa.

Para cruzar o viaduto, os europeus terão que desembolsar 4,90 euros por automóveis e 20 euros por caminhões. A previsão dos arquitetos é a de que, durante 75 anos, a ponte suportará ventos de até 250 quilômetros por hora. Ela será administrada pela empresa Eiffage, que se encarregou da construição e do financiamento da obra, avaliado em 400 milhões de euros. O governo francês gastou apenas 50 milhões de euros na obra.

Tags:
Edições digital e impressa