Presidente da França, Jacques Chirac afirmou, nesta sexta-feira, que apoiava a adoção de sanções temporárias, reversíveis e especiais contra o Irã se fracassarem as negociações sobre o programa de enriquecimento de urânio do país.
- Não preciso dizer que, se o diálogo der mostras de estar fracassando, sanções apropriadas, pertinentes, temporárias e reversíveis serão provavelmente determinadas e impostas para mostrar ao Irã que a comunidade internacional não compreende a postura dele - disse Chirac, em entrevista coletiva concedida na cidade industrial de Wuhan, na China.
Diplomatas da Rússia, dos EUA, da Grã-Bretanha, da França, da China e da Alemanha tentam chegar a um acordo sobre um pacote de sanções que provavelmente proibiria o país islâmico de comercializar materiais nucleares e materiais relacionados com mísseis balísticos. Algumas pessoas nos EUA acusaram Chirac de defender a adoção de uma postura complacente em relação ao governo iraniano.
O presidente francês também disse não haver divergências entre a China e outras grandes potências do mundo sobre a Coréia do Norte, que realizou um teste com uma bomba nuclear no começo deste mês.
- Observei como a China se associou, da melhor forma e sem reservas, à resolução 1718 da ONU (Organização das Nações Unidas), que condena a postura da Coréia do Norte. E eu não acredito que haja divergências entre as autoridades chinesas e a comunidade internacional a respeito desse problema - disse.