Rio de Janeiro, 01 de Janeiro de 2026

Chinaglia diz que mantém votações mesmo com o boicote da oposição

Sexta, 09 de Março de 2007 às 14:16, por: CdB

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta sexta-feira que vai continuar com as votações normalmente, apesar de a oposição ter anunciado boicote às votações no plenário, enquanto não for instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo. Na próxima terça-feira, deve ser votada a proposta de emenda à Constituição que acaba com o voto aberto nas decisões da Casa.

- Respeito tudo aquilo que o regimento permite e autoriza, e cumprirei o meu papel da mesma forma -, afirmou Chinaglia.

Até o fim do mês, a Câmara deve votar diversos projetos relacionados aos direitos das mulheres.

Quanto à representação apresentada pelo deputado Chico Alencar (P-SOL-RJ) na quinta-feira no Conselho de Ética, Chinaglia disse que cabe ao próprio conselho analisar. Alencar entrou com três representações propondo a cassação do mandato dos deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP), Paulo Rocha (PT-PA) e João Magalhães (PMDB-MG).

Costa Neto e Rocha são acusados de terem sido beneficiado com recursos das empresas do publicitário Marcos Valério, no chamado esquema do mensalão. Magalhães foi apontado como suspeito de envolvimento com a compra de ambulâncias superfaturadas com recursos de emendas parlamentares.

- Não recebi nada até agora, mas não creio que o clima da legislação passada, que teve altíssimas temperaturas, vá se repetir -, ressaltou o presidente da Câmara.

Nesta manhã Chinaglia recebeu o senador chileno Jorge Pizarro, presidente do Parlamento Latino-Americano. Pizarro  mostrou-se preocupado com a decisão do governo de São Paulo de não aceitar mais a sede do parlamento. Ele disse que o governador José Serra alega falta de recursos e que a sede do parlamento ficará na capital paulista até dezembro deste ano.

- Do ponto de vista político, manifestamos a vontade de que a sede continue em São Paulo. É isso que teremos de trabalhar com o parlamento brasileiro, com o governo Lula e com o chanceler Celso Amorim. O Brasil é um país que tem muita influência na região -, disse o senador chileno.

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