O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), alertou nesta terça-feira que a Casa tem que ter "toda prudência" para não agravar o quadro da crise aérea. Ele reafirmou que não há como criar a "CPI da Crise Aérea", mesmo que por acordo entre oposição e base governista, sem uma decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a ação do Democratas que pede a sua imediata instalação.
- Nesta fase, como houve esta insubordinação na sexta-feira, nós estamos tendo toda prudência para não agravar o quadro. A partir daí, no que pudermos ser úteis, vamos trabalhar -, afirmou Chinaglia em entrevista à imprensa.
Perguntado sobre a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de recuar do acordo fechado com os controladores de vôo no fim de semana passado, para que a greve fosse suspensa, Arlindo Chinaglia disse não conhecer, em sua totalidade, o que teria sido acertado entre o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, com representantes da categoria.
Sobre uma possível nova paralisação dos controladores no feriado da Semana Santa, o presidente da Câmara destacou que "em nenhum momento o país ou o presidente da República ficaria, ainda que sob hipótese, sem condições de conduzir (as negociações para solucionar o problema) porque um grupo de controladores poderia ameaçar ou tomar alguma atitude". Chinaglia acrescentou que os controladores de vôo têm que ter consciência de que há um ordenamento jurídico no país.
- Quando eles fazem uma rebelião ferindo a legislação, no caso dos militares, e a partir daí imaginar que a mais alta autoridade do país, ou quem quer que seja, ficaria subordinado a estas ações pouco refletidas, na minha opinião cometeram um erro gravíssimo -, disse.
O deputado considerou salutar a iniciativa do presidente Lula de exigir que cada um dos envolvidos no problema cumpra as suas funções.
- Nós não podemos temer ameaças. Se tiver que ter alguma atitude posterior, seguramente os órgãos competentes terão -, explica.
Arlindo Chinaglia disse desconhecer de qualquer iniciativa parlamentar no sentido de anistiar eventuais punições aos militares envolvidos na greve e que compõem a maioria dos controladores de vôo.
Chinaglia diz que Câmara deve ter prudência ao tratar da crise aérea
Terça, 03 de Abril de 2007 às 16:01, por: CdB