A China divulgou uma regulamentação sobre a Internet, incluindo o que parece ser um esforço para criar uma "lista branca" de sites aprovados que pode deixar a maior parte da Internet fora do acesso dos internautas chineses.
O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação ordenou que as instituições de gerenciamento de domínio e provedores de serviço de Internet apertem o controle sobre os registros de nomes de domínio, em um plano de três fases divulgado em seu site (www.miit.gov.cn).
– Nomes de domínio que não foram registrado não serão resolvidos ou transferidos –, disse o MIIT, em um plano de ação para "aprofundar mais" uma campanha corrente contra a pornografia que resultou em um aperto significativo nos controles da Internet na China.
Permitir somente o acesso de sites registrados na lista daria às autoridades chinesas muito mais controle sobre a Web no país, mas também bloquearia milhões de sites completamente inócuos.
As regras não especificam se a nova medida se aplica a sites estrangeiros, mas a mídia local afirma que há o risco de que sites estrangeiros não registrados possam também ser bloqueados.
– Se algum site legal estrangeiro não possa ser acessado por não ter sido registrado junto ao MIIT, seria uma pena para a Internet, que foi feita para conectar o mundo todo –, publicou o jornal Beijing News, nesta terça-feira.
Os controles da Internet na China atualmente seguem o esquema de lista negra, nos quais os censores bloqueiam sites assim que os descobrem. Em meados do ano, o MIIT tentou exigir que todos os novos computadores chineses sejam lançados com o software de filtragem Green Dam, mas acabou recuando parcialmente do plano depois de reclamações internacionais.