Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

China tem disposição para reconhecer Taiwan como sujeito internacional

Segunda, 17 de Maio de 2004 às 01:41, por: CdB

O governo chinês se mostrou, na última segunda-feira, disposto, pela primeira vez, a negociar com as autoridades de Taiwan seu status futuro como sujeito internacional, mas reiterou suas ameaças contra as tendências separatistas da ilha.

- Nos propomos abordar, através de consultas, a concessão de um espaço internacional à região de Taiwan - afirma um comunicado emitido pelo Escritório de Assuntos de Taiwan.
 
Esta proposta ocorre quatro dias antes da posse de Chen Shui-bian como Presidente taiuanês, que foi reeleito nas polêmicas eleições de 20 de março.

Pequim se mostrou tradicionalmente contra a consideração de Taiwan -um Estado de fato, mas não de direito- como país soberano e acabaram com todas suas tentativas de se integrar a organizações internacionais, como a ONU e a OMS.

No entanto, as autoridades chinesas advertem ao Executivo taiuanês que só se reconhece a existência de uma só China, e caso deixem seus anseios separatistas, poderão retomar as negociações 'formais'.

Nesse caso, acrescenta, 'se estabeleceria um mecanismo de confiança mútua no terreno militar, que colocaria um fim ao atual estado de hostilidade e inauguraria as consultas bilaterais num plano de igualdade'.

Além disso, o governo chinês acusa o Presidente taiuanês de 'má fé', de descumprir suas promessas de negociação e de manter uma hostilidade irracional para Pequim.

- Caso mantenha a atual agenda separatista com o objetivo de cortar definitivamente laços com a China, o governo taiuanês levará a ilha à destruição - adverte.

Embora o comunicado não tenha feito referência explícita ao uso da força, o governo chinês ameaça acabar, 'a qualquer preço', com as tentativas independentistas.

Chen, cuja apertada vitória representou um balde de água fria aos anseios de reunificação de Pequim, pretende reformar a Constituição no 2006 para incluir uma cláusula independentista.

Por outro lado, Taiwan tentará, pela oitava vez, entrar na Organização Mundial de Saúde (OMS) como observador, e conta com o respaldo dos Estados Unidos e Japão, mas a oposição da União Européia (UE).

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