Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

China solta 3 mulheres do grupo Mães da Praça da Paz Celestial

Sexta, 02 de Abril de 2004 às 12:27, por: CdB

A China libertou três das mulheres cujos parentes foram mortos na repressão aos protestos pró-democracia de 1989, informando na sexta-feira que uma delas havia confessado ter tentado importar produtos ilegais.

As três mulheres, integrantes do grupo Mães da Praça da Paz Celestial, foram detidas no domingo sem que maiores explicações tivessem sido dadas. O grupo tenta pressionar o governo a investigar a atuação das Forças Armadas na repressão aos protestos.

O marido de uma das mulheres afirmou que elas tentaram importar camisetas da Grã-Bretanha com estampas que lembravam os 15 anos do massacre, ocorrido em 4 de junho de 1989.

"Ding Zilin e outras foram detidas com base em provas mostrando que elas participaram de atividades ilegais patrocinadas por forças internacionais," afirmou a polícia, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, do governo.

"Elas foram libertadas pela polícia depois de terem sido repreendidas e terem dado sinais de arrependimento," disse.

Ding, 67, líder em Pequim (capital) do grupo Mães da Praça da Paz Celestial, foi levada por agentes à paisana quando visitava sua antiga casa, em Wuxi (leste da China).

Zhang e Huang, também participantes da campanha que tenta convencer o governo a assumir a responsabilidade pelos assassinatos e reconhecer a legitimidade dos protestos, ainda classificados como uma "rebelião contra-revolucionária," foram presas em Pequim.

Nas noites de 3 e 4 de julho de 1989, soldados e tanques invadiram a praça da Paz Celestial para dispersar os protestos, matando centenas, ou talvez milhares, de pessoas.

Entre as vítimas estavam os filhos adolescentes de Ding e Zhang e o marido de 30 anos de Huang.

A agência Xinhua também informou que, segundo as autoridades, Ding participou de "outras atividades" ilegais.

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