O governo da China afirmou, nesta quinta-feira, que segue contra as Nações Unidas imporem sanções econômicas ao Sudão, apesar do recente aumento do conflito na região de Darfur, que obrigou à retirada de pessoal da ONU.
- A China se opõe a exercer sanções ou pressões contra qualquer país a fim de resolver um conflito, porque nem sempre funcionam. - declarou o porta-voz do Ministério de Exteriores chinês, Liu Jianchao, em entrevista coletiva.
- O governo do Sudão cumpriu seus compromissos com a ONU, e aquelas pessoas que violaram a lei foram julgadas de acordo com a legislação, e está fazendo esforços para manter a paz e a estabilidade do país. - acrescentou Liu em declarações.
A fonte oficial disse que a China, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, está de acordo no envio de "capacetes azuis" em missão humanitária a Darfur, no oeste do Sudão, perto da fronteira com Chade.
A China explora concessões petrolíferas no Sudão e é um de seus principais fornecedores de ajuda humanitária.
Em novembro passado, outro porta-voz do Ministério chinês de Assuntos Exteriores negou as acusações feitas pela Anistia Internacional (AI) segundo as quais Pequim (junto com França, Índia e Rússia entre outros) vendia ao Sudão aviões militares e armamento.
O conflito de Darfur começou em 2003, quando dois grupos rebeldes, o Movimento pela Justiça e a Igualdade e o Movimento de Libertação do Sudão, pegaram em armas para protestar pelo abandono e a pobreza que sofre a região.
O conflito entre estes, por um lado, e as milícias árabes e as forças governamentais por outro, tirou por volta de 180.000 vidas e obrigou dois milhões de pessoas a fugirem de seus lares.
China segue contra Nações Unidas em relação ao Sudão
Quinta, 17 de Março de 2005 às 03:38, por: CdB