A China precisa fortalecer as políticas para estimular o consumo doméstico no próximo ano, já que a economia enfrentará mais dificuldades, conforme decisão do gabinete de governo, adotada nesta quarta-feira, em reunião regular. O gabinete decidiu que a China estenderá os subsídios para compras de eletroeletrônicos e automóveis em áreas rurais, disse a rádio estatal chinesa.
A decisão do governo chinês de manter o ritmo do consumo é um dos fatores apontados pela Aluminum Corporation of China (Chinalco), maior produtora de alumínio do país, a prever uma tendência de alta nos preços globais dos metais não-ferrosos. Os preços do alumínio despencaram mais de 50% neste ano após atingir um pico em 2008, e foram gradualmente se recuperando mais tarde.
Nesta quarta-feira, o preço do metal para três meses na bolsa de Londres chegou a US$ 2.171 a tonelada, contra menos de US$ 1,3 mil em fevereiro.
– Atualmente, a indústria de metais não-ferrosos está se estabilizando e se aquecendo, mas o mercado ainda não está muito estável. Mas a recuperação econômica global vai promover uma recuperação contínua no consumo e produção de metais não-ferrosos – disse Xiong Weiping, presidente da Chinalco, à agência chinesa de notícias Xinhua.
Xiong afirmou que as expectativas de inflação global vão ajudar a elevar os preços do metal, apesar de haver pressão de capacidades extras.
– Para resumir, os preços dos metais não-ferrosos devem ficar flutuando, mas com tendência de alta – disse ele entrevista à Xinhua.
Em queda
Apesar da decisão do governo chinês de manter o incentivo ao consumo, as bolsas de valores da Ásia encerraram a quarta-feira em queda, após notícias corporativas de que os Estados Unidos aumentaram preocupações sobre a demanda de exportações e reduções de classificações de dívidas fizeram investidores preferirem segurança em direção ao final do ano. O foco se transferiu para as vendas de varejo nos Estados Unidos em novembro e uma série de dados econômicos chineses que serão divulgados na sexta-feira.
Uma revisão para baixo maior que a esperada do crescimento econômico do Japão no terceiro trimestre – de uma leitura preliminar de 1,2% para 0,7% – pesou sobre o índice Nikkei e ressaltou como a demanda fraca e a deflação estão assombrando a maior economia da Ásia.
– Os dados de PIB do Japão vieram abaixo das expectativas e isso dá a impressão de que as coisas não estão parecendo muito bem para a economia adiante – disse Noritsugu Hirakawa, estrategista da Okasan Securities, em Tóquio.
A bolsa de Tóquio caiu pela segunda sessão seguida. Desta vez a queda foi de 1,34%, para 10.004 pontos. No começo do mês o mercado passou por um acentuado rali, o que impulsionou o índice para o mais alto nível em cinco semanas.
Ações dos setores de chips como Tokyo Electron e Advantest caíram mais de 2% depois que a Texas Instruments não melhorou a ponta mais alta de previsão de vendas e informou que tem dificuldade de atender a demanda por causa de gargalos de fornecimento de componentes. O índice MSCI que reúne bolsas da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão caiu 0,6%.