A China rejeitou nesta quinta-feira acusações do Vaticano de que viola os direitos humanos e reprime a religião, depois que Pequim prendeu três bispos no último mês. O país não permite a seus católicos reconheceram a autoridade do papa João Paulo II. Em um duro protesto, o Vaticano exigiu na quarta-feira que Pequim explique por que prendeu os bispos.
A China rebateu as acusações e classificou-as de sem fundamento. "Isso não corresponde à realidade", afirmou uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês em uma entrevista coletiva.
"A China é um país administrado pela lei...A Constituição chinesa garante aos cidadãos o direito de liberdade religiosa", disse. "(Mas) se a lei é descumprida, (os violadores) têm que ser punidos pelo Judiciário."
O Vaticano estima que tenha cerca de oito milhões de fiéis na China, comparado a cerca de cinco milhões que seguem a Associação Católica Patriótica da China. A China rompeu ligações com o Vaticano nos anos 1950, depois de expulsar religiosos do país.