Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

China quer que EUA aumentem oferta para Copenhague

Quarta, 09 de Dezembro de 2009 às 11:56, por: CdB

A China exortou o presidente norte-americano, Barack Obama, a aumentar a oferta de corte de emissões de carbono feita pelos EUA, mas o negociador chefe chinês para o clima disse que existe possibilidade de um acordo na conferência da ONU em Copenhague.

Xie Zhenhua afirmou nesta quarta-feira que a China quer desempenhar um papel construtivo nas negociações do clima de 7 a 18 de dezembro, nas quais um resultado positivo depende em grande parte de um acordo entre Estados Unidos e China, que, juntos, emitem 40% dos gases causadores do efeito estufa no mundo.

– Espero realmente que o presidente Obama possa trazer uma contribuição concreta para Copenhague –, disse Xie.

Indagado se isso significa algo além do que Obama já propôs -- um corte de 3% até 2020 em relação aos níveis de 1990 --, Xie disse "sim".

Xie também disse que a China pode aceitar como meta reduzir suas emissões pela metade até 2050, desde que os países desenvolvidos elevem suas metas de redução de emissões até 2020 e concordem em financiar ajuda ao mundo em desenvolvimento para combater as mudanças climáticas.

– Não negamos a importância de uma meta de longo prazo, mas acho que uma meta de médio prazo é mais importante. Precisamos resolver o problema imediato –, afirmou.

– Se as demandas dos países em desenvolvimento puderem ser satisfeitas, acho que poderemos discutir uma meta para cortar as emissões em 50% até 2050 –, acrescentou.

Xie, vice-presidente do poderoso superministério do planejamento econômico da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), disse ainda que gostaria que os paises ricos cortassem suas emissões até 2020 em 25% a 40% abaixo dos níveis de 1990.

Ele afirmou que preferiria um acordo final, legalmente compulsório, no encontro em Copenhague, mas que, se isso não for possível, a definição do prazo final de junho do próximo ano para ser completado um tratado completo "seria muito boa".

Xie rejeitou uma proposta da ONU de financiamento acelerado de US$ 10 bilhões por ano a partir de 2010-2012 como "insuficiente".

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