O governo da China pediu ao líder da Coréia do Norte, Kim Jong-il, que seja mais flexível em relação aos EUA a fim de romper o impasse em torno das negociações cujo objetivo é convencer os norte-coreanos a abrirem mão de suas ambições nucleares, disseram meios de comunicação da Coréia do Sul nesta terça-feira.
Kim, em visita à China, desembarcou discretamente em Pequim nesta segunda-feira para conversar com o presidente chinês, Hu Jintao, com Jiang Zemin, chefe das Forças Armadas, e com o primeiro-ministro Wen Jiabao a respeito da crise sobre os planos nucleares da Coréia do Norte e as dificuldades econômicas do país.
O líder norte-coreano repetiu a posição de seu governo, afirmando aos chineses estar pronto para cancelar os programas nucleares se os EUA mudassem sua suposta atitude hostil, disse o jornal Chosun Ilbo.
A viagem internacional, que pode durar até quatro dias, acontece uma semana depois de o vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, ter visitado a China para apresentar novos indícios de que a Coréia do Norte possuía armas nucleares e a fim de avisar que se esgotava o tempo para colocarem fim ao impasse.
O objetivo da visita de Kim não ficou claro, mas o líder da única dinastia comunista do mundo pode desejar o apoio da China para suas novas reformas pró-mercado e para sua posição na polêmica sobre os programas nucleares.
``Jiang Zemin disse-lhe ser muito pequena a possibilidade de os EUA invadirem a Coréia do Norte, sugerindo indiretamente que o dirigente mude a postura dura do país diante dos EUA,'' disse o jornal Munhwa Ilbo.
Kim também recebeu conselhos sobre como administrar a economia do país, em crise.
``O premiê chinês sugeriu a Kim educadamente que, se a Coréia do Norte realmente desejava promover a abertura e reformas, o país precisava olhar não apenas para o modelo da China, mas também visitar a Coréia do Sul e sentir os ventos do capitalismo ali'', afirmou o jornal.