Autoridades chinesas puniram 43 funcionários públicos por "conduta inadequada" durante os esforços de ajuda às vítimas nos dias que se seguiram ao terremoto que devastou a província de Sichuan. Ao todo, 12 foram demitidos, disse a ministra de Supervisão, Ma Wen, também chefe do Centro Nacional de Prevenção da Corrupção. Ela afirmou à agência chinesa de notícias Xinhua que as punições foram aplicadas devido a mais de mil reclamações do público após o terremoto de 7,9 graus de magnitude no sudoeste da China, desastre no qual morreram quase 70 mil pessoas.
A maioria das reclamações "diziam respeito ao mau uso das barracas nas etapas iniciais do atendimento e sobre a distribuição inadequada de comida e outros itens", disse ela em uma entrevista coletiva.
- As outras autoridades (foram punidas) por reagir lentamente ou por liberar ajuda de forma perniciosa - acrescentou.
Uma das autoridades era o vice-chefe da Assembléia Local de Anyang, cidade da pobre província central de Henan. Ele comprou itens de ajuda de qualidade duvidosa, segundo Ma, que disse que ele foi despedido. As autoridades que não foram demitidas receberam deméritos administrativos, o que significa que foram rebaixadas ou tiveram o nome manchado, com menos chances de futuras promoções.
O governo já havia avisado que puniria severamente quem roubasse ou utilizasse mal os bilhões de iuans enviados às áreas afetadas pelo terremoto. A China tem um sério problema com a corrupção, tão sério que o Partido Comunista já alertou que isto ameaça o seu poder no país. Não se passa uma semana sem que haja alguma história de corrupção na mídia estatal.
O vice-ministro das Finanças, Liao Xiaojun, disse na mesma entrevista que os departamentos governamentais receberam a ordem de apertar os cintos depois do governo ter dito que cortaria o orçamento para colocar mais dinheiro nas áreas afetadas pelo tremor.