Rio de Janeiro, 11 de Abril de 2026

China pode ser potência mundial em 2020

Sexta, 02 de Junho de 2006 às 07:54, por: CdB

Os Estados Unidos vão perder sua posição de a única superpotência mundial na próxima década e meia, com a China surgindo como um grande adversário, segundo uma nova pesquisa da Fundação Bertelsmann da Alemanha.

Na pesquisa feita com 10.250 pessoas no mundo todo, 57 % disseram acreditar que os EUA serão uma potência mundial no ano 2020, comparados aos 55 % que vêem a China neste posto.

Atualmente, 81 % acham que os EUA são atualmente uma potência mundial, contra 45 % que acreditam que a China já atingiu esta posição.

A pesquisa, chamada Potências Mundiais no Século XXI, foi conduzida pelos institutos Gallup e TNS Emnid em nove países - Brasil, China, França, Alemanha, Índia, Japão, Rússia, Reino Unido e EUA - entre outubro e dezembro de 2005. Foram feitas entre mil e 1.500 entrevistas em cada um destes países.

A pesquisa mostrou que os próprios chineses estão confiantes de que ganharão influência no cenário global. Na China, 71 % dos entrevistados disseram que seu país será uma potência mundial até 2020, comparados aos 44 %  que já consideram o país nesta posição hoje.
Em comparação, 54 % dos norte-americanos acham que a China será uma potência global em 2020 e 51 % acham que o país asiático já é uma.

A pesquisa mostrou que a Índia também deve surgir como potência mundial, com 24 % dos entrevistados dizendo que o país chegará a esse posto até 2020, contra 12 % que já considera os indianos como força global.

Além dos Estados Unidos, também deverão perder poder a Grã-Bretanha, a Alemanha, a França e o Japão, com 11 pontos, 6, 5 pontos e 5 pontos percentuais, respectivamente, nos próximos 15 anos.

Entre os participantes da pesquisa dentro dos cinco países em declínio, somente os da França foram contra a tendência internacional e disseram que sua nação vai ganhar status até 2020 - 33% dos franceses consideram seu país uma potência mundial hoje em dia e 35 % acham que será uma potência em 2020.

<b>DIFERENÇAS</b>

A pesquisa mostrou que as pessoas nos nove países pesquisados consideram "força econômica e potencial de crescimento" como as qualidades mais importantes de uma potência mundial.
Houve discordância em relação à importância do "poderio militar" como fator. Um terço dos participantes na China e nos EUA lista este aspecto como essencial, mas somente 7 % na Alemanha e 16 % no Japão consideram isso importante.

Também há diferenças na maneira como os países enxergam os principais desafios do futuro. Em sete dos nove países, mais de 50  % dos entrevistados listaram o terrorismo como o principal desafio.

Mas na China e no Brasil, menos de um terço coloca o terrorismo no topo desta categoria. Os chineses dizem que a destruição do ambiente e a escassez de recursos naturais são as principais ameaças.

Somente na China e na Alemanha a maioria da população acha que a paz e a estabilidade no mundo podem ser atingidas com mais facilidade sob a liderança dos EUA.

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