China planeja diálogo com manifestantes na próxima semana
O governo de Hong Kong da China planeja fazer um diálogo formal na próxima semana com representantes dos estudantes que participam do movimento de Ocupação, anunciou nesta quinta-feira o chefe do Executivo, Leung Chun-ying. Leung disse em uma entrevista coletiva que o governo tem contato através de intermediários com a Federação dos Estudantes, um dos maiores organizadores do movimento, e recebeu respostas positivas do grupo.
O diálogo tem como objetivo discutir o desenvolvimento constitucional, a restauração da ordem em Hong Kong
O governo de Hong Kong da China planeja fazer um diálogo formal na próxima semana com representantes dos estudantes que participam do movimento de Ocupação, anunciou nesta quinta-feira o chefe do Executivo, Leung Chun-ying.
Leung disse em uma entrevista coletiva que o governo tem contato através de intermediários com a Federação dos Estudantes, um dos maiores organizadores do movimento, e recebeu respostas positivas do grupo.
O diálogo tem como objetivo discutir o desenvolvimento constitucional, a restauração da ordem em Hong Kong e a promoção do início da segunda etapa de consultas do desenvolvimento constitucional.
Leung sugeriu que o diálogo formal possa ser presidido por presidentes das universidades de Hong Kong.
- Ao longo dos últimos dias, manifestamos aos estudantes o desejo de iniciar um diálogo o mais rápido possível, esperamos que isso possa ocorrer na próxima semana - disse Chun-ying em entrevista.
Em relação aos conflitos que ocorreram entre os manifestantes e as forças policiais, ele afirmou que “não devemos politizar esse incidente”.
Os manifestantes exigem a demissão do chefe do Executivo e que Pequim mude as condições eleitorais programadas para 2017.
- A política é a arte do possível e temos que traçar uma linha entre as possibilidades e as impossibilidades - sustentou o líder do governo.
Combate ao ebola
Uma empresa farmacêutica chinesa enviou para a África milhares de doses da droga experimental JK-05 desenvolvida para combater a febre mortal, segundo informa à agência inglesa de notícias Reuters.
Inicialmente, a droga será usada para tratamento de médicos chineses que possam contrair a infecção trabalhando na região, mais tarde está previsto proceder a ensaios clínicos, inclusive em pacientes africanos, disse à agência Ho Tsaisia, diretora-geral adjunta da empresa farmacêutica chinesa Sihuan Pharmaceutical Holdings Group.
A droga experimental JK-05 foi desenvolvida pela Academia de Medicina Militar da China para o exército chinês. A Sihuan Pharmaceutical está buscando oportunidades para entrar com essa droga no mercado de medicamentos.
No total, a febre hemorrágica infetou mais de 5 mil pessoas, tendo mais de metade dos casos de infeção sido registrados no último mês. O vírus ebola continua se propagando rapidamente no território da África Ocidental. Os países mais afetados até agora são: Guiné, Libéria e Serra Leoa. Cerca de 9 mil pessoas já foram infectadas com a doença.
O porta-voz do Ministério do Comércio da China, Shen Danyang, informou nesta quinta-feira em Beijing que a China já enviou por três vezes assistências humanitárias, hoje estimadas em 234 milhões de yuans, a países afetados pelo ebola desde que o surto começou a expandir no Oeste da África no início do ano.
São materiais de resgate para a prevenção e controle da epidemia, alimentos, dinheiro, equipes médicas e laboratórios biológicos móveis. Cerca de 200 profissionais médicos chineses participam também do trabalho de resgate. Os materiais para os dez países vizinhos das regiões afetadas serão entregues em breve por via aérea.
Segundo Shen, o governo chinês e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), chegaram a um acordo para oferecer 2 milhões de dólares de assistência alimentar para Serra Leoa, Líbia e Guiné, através da FAO. Entretanto, a China ainda vai assinar um tratado de parceria em conjunto com a ONU e a Organização Mundial de Saúde (OMS), para doar mais US$ 2 milhões em espécie a estes três países.
Shen Danyang prometeu que o governo chinês continuará oferecendo a ajuda que estiver ao seu alcance e promoverá a cooperação sino-africana de longo prazo no setor higiênico, para elevar a capacidade de prevenção e controle de epidemias dos países africanos, além de aperfeiçoar seu sistema de segurança de saúde pública.
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