A China voltou a pedir na quinta-feira contenção na crise sobre o programa nuclear iraniano e disse que aguarda para ver o esboço de uma resolução que busca denunciar Teerã ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para possíveis sanções.
- Porque não vimos ainda a resolução, não podemos dizer a posição do governo chinês. Acreditamos que negociações diplomáticas para resolver esse problema ainda são uma boa opção que serve aos interesses de todas as partes. Esperamos que todas as partes exerçam contenção e paciência e resolvam a questão nuclear do Irã através de meios pacíficos - afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
A China é um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, com poder de veto. Os outros são os Estados Unidos, a Rússia, a França e a Grã-Bretanha. Na quarta-feira, as potências da União Européia começaram a circular um esboço de resolução para uma reunião do dia 2 de fevereiro da agência nuclear da ONU. O documento pede que a agência encaminhe o caso do Irã ao Conselho de Segurança. O Irã voltou a realizar pesquisas que poderiam ser usadas para fabricar bombas, mas Teerã diz que seu programa atômico é destinado à geração de eletricidade.