A China pediu nesta terça-feira para que o Irã coopere a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para por fim à polêmica sobre o programa nuclear do país.
O ministro das Relações Exteriores da China, Li Zhaoxing, disse que ainda há possibilidade de negociação. No momento, a AIEA discute na capital da Áustria, Viena, onde está sediada, a possibilidade de levar o caso ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que, por sua vez, pode impor sanções ao país.
A China pediu para que todos os lados envolvidos mantenham a calma.
- Esperamos que o Irã coopere ativamente com a AIEA e adote medidas positivas para o aumento da confiança. Ainda há tempo para uma solução dentro do cronograma da AIEA - disse Zhaoxing.
Após a reunião da AIEA na segunda-feira, o seu diretor-geral, Mohamed ElBaradei, disse acreditar que um acordo ainda é possível. O ambiente é de otimismo cauteloso e se estende também a alguns diplomatas que compareceram à reunião. O Irã insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos, mas que outros países, com os Estados Unidos à frente, afirmam que o objetivo é obter armas nucleares. Os Estados Unidos disseram neste final de semana que não descartam a possibilidade de um ataque militar a uma instalação nuclear iraniana.