Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

China nega proibição de compras de produtos da Apple

Produtos da Apple como laptops e tablets não estão banidos de listas de aquisições do governo chinês, segundo o maior centro de aquisições do país, refutando uma notícia que alegava que a Apple estava em uma lista negra por preocupações relacionadas à segurança nacional.

Sexta, 08 de Agosto de 2014 às 08:15, por: CdB
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A lista que criou a confusão nesta semana envolve produtos que economizam energia, e é apenas uma dentre várias listas de compras do governo na China
Produtos da Apple como laptops e tablets não estão banidos de listas de aquisições do governo chinês, segundo o maior centro de aquisições do país, refutando uma notícia que alegava que a Apple estava em uma lista negra por preocupações relacionadas à segurança nacional. Segundo uma notícia da Bloomberg News publicada na quarta-feira, 10 produtos da Apple, incluindo laptops MacBook e tablets iPad, foram retirados de uma lista do governo de hardware aprovado devido a preocupações com segurança. O Centro de Compras do Governo Central, assim como o Ministério das Finanças e a Apple disseram que, antes de mais nada, a companhia nunca sequer enviou pedido para ser incluída na lista. A lista que criou a confusão nesta semana envolve produtos que economizam energia, e é apenas uma dentre várias listas de compras do governo na China. A Apple nunca esteve nessa lista, disse a companhia em comentários por email nesta sexta-feira, se recusando a dar mais detalhes. A incerteza e a especulação em torno do status de fornecimento da Apple reflete a ansiedade elevada entre empresas estrangeiras de tecnologia na China, em meio ao que elas veem como uma campanha oficial em várias frentes para reprimir seus negócios. Ferramentas de mensagens  A China vai forçar os usuários de mensagens instantâneas a se registrarem com os nomes verdadeiros e exigir que aqueles que queiram publicar ou reimprimir notícias políticas obtenham aprovação prévia, informou a mídia estatal e a Tecent Holdings Ltd nesta quinta-feira. No ano passado, a China lançou uma campanha para reprimir rumores online e 'limpar' a Internet. A repressão tem levado a um êxodo de usuários de plataformas semelhantes ao microblog Twitter, como o Weibo, depois que autoridades detiveram centenas de usuários. As últimas restrições provavelmente vão afetar imensamente aplicativos populares móveis de mensagens como o WeChat, da Tencent Holdings, que tem quase 400 milhões de usuários. Outras ferramentas de mensagens instantâneas incluem o QQ da Tencent, o aplicativo Laiwang, do Alibaba Group Holding (IPO-BABA.N), o Yixin, da NetEase e o Miliao, da Xiaomi Inc. Contas públicas ou oficiais podem enviar mensagens individuais para um número muito maior de seguidores do que os usuários individuais e são comumente usadas por organizações de mídia e empresas. As contas que não forem aprovadas pelo prestador de serviços de mensagens instantâneas estão proibidas de publicar ou reimprimir notícias políticas, disse a Xinhua, agência de notícias oficial. A agência acrescentou que prestadores de serviços devem verificar e marcar publicamente contas que podem publicar ou reimprimir o noticiário político. As regras "podem arrefecer o tráfego das contas públicas WeChat e desencorajar jornalistas de criar contas individuais públicas no WeChat", disse Fu King-wa, professor assistente na Universidade de Jornalismo e Estudos de Mídia Observatório de Hong Kong. Tencent disse que vai trabalhar dentro das novas regras, mas ressaltou que elas se aplicam apenas a contas públicas e não aos usuários do dia a dia.
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