Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2026

China não vê sinais de teste nuclear norte-coreano

Terça, 24 de Maio de 2005 às 07:01, por: CdB

A China não vê sinais de que a Coréia do Norte vá realizar um teste nuclear, disse uma importante fonte da chancelaria na terça-feira, acrescentando que as próximas seis semanas serão essenciais para a retomada das negociações multilaterais sobre o tema.

Há crescentes preocupações de que a Coréia do Norte possa realizar um teste depois de ter declarado, em fevereiro, que possui armas nucleares. Neste mês, o país anunciou a retirada de cápsulas de combustível de seu reator nuclear de Yongbyon, possível primeira etapa para o teste.

-Também vimos alguns relatos de que a Coréia do Norte irá conduzir um teste nuclear, mas não temos evidências concretas provando isso - disse o chanceler-assistente da China, Shen Guofang.

- Se houvesse tal teste, seria uma questão séria. Se de fato acontecer, a China vai tomas as medidas cabíveis, mas até agora não há sinal de que (a Coréia do Norte) vá conduzir o teste - ressaltou. 

Negociações mediadas pela China com a participação das duas Coréias, dos Estados Unidos, da Rússia e do Japão, destinadas a desmantelar o programa nuclear norte-coreano, estão paralisadas há quase um ano.

- Acredito que maio e junho serão um período crucial (para seu reinício) - disse Shen.

Apesar da demora e das preocupações, Shen disse que há um impulso positivo pela volta à mesa de negociações.

Ele citou conversas em nível técnico entre Coréia do Norte e Estados Unidos em Nova York, no começo de maio - o primeiro contato frente a frente em cinco meses - e uma visita ministerial a Seul na semana passada. Shen afirmou que essas aproximações, embora não tenham produzido resultados imediatos, são importantes.

- Mais recentemente houve alguns sinais positivos. A Coréia do Norte repetiu que esperava permanecer comprometida com as negociações multilaterais e indicou que gostaria de ter contato direto com os EUA, sob o marco das negociações a seis partes.Os EUA disseram em muitas ocasiões que reconhecem a Coréia do Norte como um Estado soberano e que esperam ter contatos diretos, frente a frente, com o Norte, dentro das negociações a seis partes - disse Chen. 

Esse reconhecimento é considerado essencial para a Coréia do Norte, que atribui o fracasso das negociações à "política hostil" de Washington, que enquadra o regime comunista de Pyongyang na lista de inimigos à qual o presidente George W. Bush chama de "eixo do mal".

A China, tradicional aliada e fornecedora de combustível e alimentos da Coréia do Norte, sofre pressão para ser mais incisiva no trato com Pyongyang, mas Shen disse que a retomada das negociações cabe tanto à Coréia do Norte quanto aos Estados Unidos.

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