China manterá níveis de crescimento estáveis para 2014
Os líderes do Partido Comunista Chinês (PCCh) prometeram manter políticas econômicas estáveis para alcançar um crescimento econômico razoável em 2014, enquanto o país avança com reformas, noticiou a rádio estatal nesta sexta-feira após reunião a portas fechadas.
Os líderes do Partido Comunista Chinês (PCCh) prometeram manter políticas econômicas estáveis
Os líderes do Partido Comunista Chinês (PCCh) prometeram manter políticas econômicas estáveis para alcançar um crescimento econômico razoável em 2014, enquanto o país avança com reformas, noticiou a rádio estatal nesta sexta-feira após reunião a portas fechadas. A China manterá uma política monetária prudente e política fiscal proativa no próximo ano, segundo a emissora, citando um comunicado divulgado após a Conferência Econômica da China, que é anual e reúne líderes do partido, ministros do governo e autoridades de províncias.
"Manteremos a estabilidade e continuidade nas políticas macroeconômicas. Manteremos o crescimento apropriado do Produto Interno Bruto", disse o comunicado.
Não foi anunciada uma meta para o crescimento do PIB em 2014.
A reunião, presidida pelo presidente Xi Jinping, incitou a manutenção de um crescimento razoável no crédito e do financiamento social no próximo ano, ao mesmo tempo em que se avança com reformas da taxa de juros e do yuan.
O governo irá controlar a dívida de governos locais e adotará medidas para resolver problemas de excesso de capacidade, informou a rádio, sem dar mais detalhes. Líderes da China também prometeram afastar a economia de sua dependência dos investimentos e das exportações, deixando-a mais ligada ao consumo, serviços e inovação, que consideram mais sustentável.
A expectativa é de que a economia cresça a uma taxa anual de 7,6% a 7,7% em 2013, pouco acima da meta de 7,5% do governo, mas ainda perto do ritmo mais fraco desde a crise financeira asiática no final da década de 1990. Institutos de pesquisa do governo, que fazem propostas de política, estão divididos sobre se a meta de crescimento deve ser reduzida para 7% em 2014.
O governo quer determinar planos específicos de reforma para o próximo ano após o Partido Comunista ter apresentado no mês passado mudanças econômicas e sociais, incluindo o relaxamento da política de filho único e a liberalização dos mercados financeiros.
Mercado de ações
Já os mercados asiáticos, longe da tranquilidade prevista na reunião do PCCh, ficaram em geral contidos nesta sexta-feira uma vez que investidores mostraram nervosismo com as perspectivas para os estímulos nos Estados Unidos, mas as ações japonesas avançaram dado que o iene caiu para uma mínima em mais de cinco anos ante o dólar.
Qualquer queda do iene tende a ser vista como positiva para as exportações japonesas e os lucros corporativos, e portanto para o mercado acionário. O Nikkei respondeu a isso com alta de até 1,2%, antes de encerrar com elevação de 0,4 por cento para interromper três sessões seguidas de perdas.
Outros mercados acionários na Ásia acompanharam o fim mais fraco em Wall Street. Às 7h32 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão tinha estabilidade. Investidores estavam cautelosos após dados otimistas de vendas no varejo dos Estados Unidos terem elevado as especulações de que o Federal Reserve pode começar a reduzir suas compras de ativos já na próxima semana.
O Fed reúne-se na terça e quarta-feiras e, embora a maior parte do mercado ainda ache que o banco central norte-americano vai esperar até janeiro ou março, a decisão sobre a redução deve ser bastante apertada.
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