Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

China faz exercícios e fala em retomar Taiwan

Sexta, 16 de Julho de 2004 às 07:25, por: CdB

A China deu início a exercícios de guerra em que simula a invasão de Taiwan, disseram testemunhas e um jornal de Hong Kong nrdta sexta-feira, enquanto Jiang Zemin, ex-presidente do país e atual chefe de suas Forças Armadas, prometia recuperar a ilha até 2020.

A China acredita que o presidente de Taiwan, Chen Shui-bian, reeleito em março, pressionará pela independência formal da ilha, que o governo comunista diz ser uma Província rebelde a ser reincorporada pela força, se necessário.

Os exercícios marítimos e aéreos de uma semana começaram na ilha Dongshan, no sudeste da costa chinesa, na primeira metade de julho depois de meses de preparação, afirmou o jornal Ta Kung Pao.

Cerca de 18 mil soldados participavam dos exercícios, que teriam por objetivo, pela primeira vez, dar provas de superioridade aérea no estreito de Taiwan, disse o diário. Mas os moradores de Dongshan não notaram mudanças em sua rotina.

"Vejo navios e soldados, mas eles estão longe. Não tenho tempo para observar os exercícios", disse um morador da ilha que informou apenas seu primeiro nome, Chi. "Por que se preocupar? Há exercícios todos os anos", afirmou.

Dongshan, que fica a 270 quilômetros das ilhas Pescadore, controladas por Taiwan, foi o local escolhido para a realização de oito exercícios desde 1996. "Antes ou pouco depois de 2020 é a hora de resolvermos a questão de Taiwan", disse Jiang em um recente encontro do Comitê Militar Central, o órgão decisório do Exército Popular de Libertação. A declaração dele foi divulgada pelo jornal Wen Wei Po, de Hong Kong.

Em Taipé, Chiu Tai-shan, vice-presidente da Agência dos Assuntos do Continente, pediu por negociações e pela paz. "Precisamos nos sentar e discutir quaisquer problemas referentes aos dois lados. Precisamos tentar resolver nossos problemas com base na paz e na estabilidade", disse Chiu.

Taiwan realiza seus exercícios de guerra em agosto a fim de testar sua prontidão para o combate depois de o ministro de Defesa da ilha, Lee Jye, ter dito que havia chances cada vez maiores de a China usar a força para tentar recuperar o território.

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