Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

China endurece lei antitruste e multa fabricantes japonesas em US$ 201 milhões

A China aplicou uma multa recorde de 1,235 bilhão de yuans (US$ 201 milhões) contra fabricantes japonesas de autopeças por manipular preços, à medida que o governo intensifica o cumprimento de uma lei antitruste que tem tido como alvo grandes corporações e reacendeu preocupações sobre protecionismo. As multas, as maiores aplicadas até agora pelo regulador de preços.

Quarta, 20 de Agosto de 2014 às 11:43, por: CdB
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A China está intensificando seus esforços para fazer com que companhias fiquem em conformidade com a lei antimonopólio
A China aplicou uma multa recorde de 1,235 bilhão de yuans (US$ 201 milhões) contra fabricantes japonesas de autopeças por manipular preços, à medida que o governo intensifica o cumprimento de uma lei antitruste que tem tido como alvo grandes corporações e reacendeu preocupações sobre protecionismo. As multas, as maiores aplicadas até agora pelo regulador de preços, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, seguem um repressão global inclusive nos Estados Unidos e na Europa contra fraude de preços no setor de autopeças, que tem afetado na maior parte companhias japonesas. Na China, a Sumitomo Electric Industries foi a fabricante mais duramente atingida pela comissão, com uma multa de 290,4 milhões de yuans. A Denso e a Mitsubishi Electric também estão entre as 12 fabricantes de autopeças que a comissão disse que estavam em conluio para reduzir a concorrência e estabelecer preços favoráveis para seus produtos, segundo sua investigação. Os acordos violaram a lei antimonopólio da China e "afetaram de maneira inapropriada os preços de autopeças, de veículos inteiros e rolamentos", disse a comissão em um comunicado publicado em seu website nesta quarta-feira. A China está intensificando seus esforços para fazer com que companhias fiquem em conformidade com a lei antimonopólio que vigora desde 2008, e nos últimos anos têm aplicado multas salgadas contra empresas estrangeiras incluindo a Mead Johnson Nutrition e a Danone. Observadores jurídicos, no entanto, destacaram que as autoridades aparentemente aplicam a lei mais contra multinacionais estrangeiras do que contra companhias locais. As autoridades dizem que a lei é aplicada tanto para empresas domésticas quanto estrangeiras, com o objetivo de proteger consumidores. Problemas regulatórios Às voltas também com a legislação, na Ásia, o Citigroup está se preparando para vender sua operação de banco de varejo no Japão, disse uma fonte com conhecimento direto do tema nesta quarta-feira, desistindo de uma incursão afetada por problemas regulatórios e fraqueza nos empréstimos. A companhia que foi pioneira nos caixas eletrônicos 24 horas no Japão e o único banco estrangeiro a fazer uma incursão de grandes proporções em seu setor de bancos de varejo está jogando a toalha após falhar em ganhar escala o suficiente para justificar seus custos. O Citigroup também sinalizou o desejo de reestabelecer o foco de sua estratégia internacional em mercados com crescimento em detrimento de mercados maduros e saturados como o japonês, onde está presente há mais de um século. O Citi se aproximou dos três maiores bancos do Japão, Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG), Mizuho Financial Group e Sumitomo Mitsui Financial Group (SMFG) a respeito de uma venda, assim como de bancos regionais, disse a fonte, que não estava autorizada a discutir o assunto publicamente. Um porta-voz do Citigroup se recusou a comentar. Representantes do MUFG e do Mizuho também não quiseram fazer comentários e um representante do SMFG não estava imediatamente disponível. O banco norte-americano manterá as operações de banco de investimento e corporativo, assim como o negócio de trading no Japão, disse a fonte.
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