A China, maior comprador mundial de soja, suspendeu as importações de quatro fornecedores brasileiros devido à identificação, no final de abril, de produtos químicos em alguns carregamentos do produto, disse um funcionário do setor de quarentena chinês nesta quarta-feira.
- Nós já suspendemos as compras (destes fornecedores) porque encontramos alguns químicos na soja. Se esse produto tivesse sido esmagado para produção de óleo e esse óleo fosse consumido por humanos, poderia ser prejudicial à saúde. Eles (os exportadores) violaram seriamente nossos regulamentos sobre a qualidade da soja importada - afirmou o funcionário da área de quarentena do governo.
Os quatro fornecedores que tiveram seus negócios suspensos são a Noble, a Cargill, a Irmãos Trevisan S/A Indústria, Comércio e Agricultura e a Bianchini S/A Indústria, Comércio e Agricultura, de acordo com uma nota divulgada pela agência de notícias oficial da China, a Xinhua.
Nenhuma das empresas citadas estava disponível para comentar a decisão do governo chinês. A China importa bilhões de dólares anualmente em soja, comprando principalmente dos Estados Unidos, Brasil e Argentina.
O Ministério da Agricultura havia recebido, há cerca de 10 dias, um comunicado do governo chinês sobre a identificação de químicos em carregamentos de soja que haviam chegado ao país.
O setor de sanidade vegetal do Ministério informou que o problema teria sido que um pequeno volume de sementes de soja tratadas com fungicidas havia sido misturado aos carregamentos.
O governo brasileiro informou que as sementes podem ter sido misturadas após a inspeção dos fiscais nos portos e baixou resolução ampliando a regulamentação nesta área.
A Cargill, multinacional norte-americana, é uma das maiores exportadoras brasileiras no setor agrícola.