Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

China é líder mundial em exportações

Em agosto, a China conseguiu exportar pela primeira vez mais que qualquer outro país do mundo, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgados em Genebra. A China exportou US$ 111,4 bilhões em agosto deste ano. (Leia Mais)

Terça, 23 de Outubro de 2007 às 11:14, por: CdB

Em agosto, a China conseguiu exportar pela primeira vez mais que qualquer outro país do mundo, segundo dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgados em Genebra. A China exportou US$ 111,4 bilhões em agosto deste ano. A Alemanha, tradicionalmente o maior exportador do planeta, vendeu US$ 105,8 bilhões.

É a primeira vez que os chineses superam os alemães. No começo do ano o país já havia superado os Estados Unidos, tornando-se o segundo maior exportador do mundo. O crescimento é considerável. Em agosto de 2006, os chineses exportaram US$ 72 bilhões, enquanto os alemães estavam em US$ 89 bilhões.

As projeções indicam que a Alemanha fechará o ano ainda como o número um. Mas especialistas alertam para o crescimento de 20% ao ano das exportações chinesas.

Até setembro, segundo a Administração Geral de Alfândegas da China, o superávit do comércio exterior da China alcançou US$ 185,6 bilhões, o que já supera o número total de 2006 (US$ 177,470 bilhões). Só em setembro, o superávit na balança comercial do país chegou a US$ 23,910 bilhões, 56,3% a mais que no mesmo mês do ano passado.

A União Européia está muito preocupada com o enorme déficit comercial que o bloco tem com a China, afirmou o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, queixando-se de que Pequim não faz o suficiente para corrigir o problema.

O problema a que ele se refere está centrado basicamente na taxa de câmbio entre a moeda chinesa (o iuane) e a européia. Cerca de uma semana antes, no dia 9 de outubro, o governo chinês disse que continuará com sua reforma gradual da política cambial.

A proposta da Europa é que Pequim permita a flutuação livre de sua moeda. Como os europeus, o governo dos Estados Unidos também vinha pressionando a China para corrigir sua política cambial, que mantinha o iuane desvalorizado.

Em julho de 2005, os EUA conseguiram que a China abandonasse o câmbio fixo do iuane com relação ao dólar e estabelecesse bandas de oscilação. Mas os americanos consideram que a moeda chinesa está ainda subvalorizada, o que melhora a competitividade dos produtos chineses no mercado americano e encarece os bens dos EUA na China.

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