Os vice-ministros do Exterior da China e do Japão encerraram neste domingo uma cúpula de dois dias sem chegar a um acordo. Shotaru Yachi, do Japão, e o chinês Dai Bingguo discutiram em detalhes os recentes protestos antijaponeses na China. O Japão quer indenização pelos estragos deixados pelas manifestações nas representações diplomáticas do país na China.
Os protestos contra o Japão foram detonados pela aprovação de um novo livro escolar de história que, segundo a China, ignora as atrocidades cometidas pelos japoneses em tempos de guerra. Apesar de não terem chegado a um acordo, segundo os chineses, o diálogo com os japonses foi positivo. As duas partes concordaram em fazer um novo encontro, ainda sem data.
Visita palestina
Ainda no Japão, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, inicia neste domingo uma viagem de dois dias para buscar apoio político e financeiro. Abbas deve se encontrar com o primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, e com o diretor da Agência de Cooperação Internacional do país.
Koizumi já prometeu desempenhar um papel de apoio no processo de paz do Oriente Médio.
O vice-primeiro-ministro palestino, Nabil Shaath, disse esperar que o Japão anuncie uma série de projetos de apoio aos palestinos.
Do Japão, Mahmoud Abbas parte para a China, onde também deve se encontrar com o presidente Hu Jintao e outros líderes chineses. As relações entre os dois vizinhos orientais, Japão e China, sofreu alguns abalos nos últimos meses.
Primeiro, o Japão passou a pleitear uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unitada (ONU), o que não foi visto com bons olhos pelos chineses.
Além disso, a visita do primeiro-ministro Koizumi ao memorial Yasukuni - construído em homenagem aos mortos japoneses na Segunda Guerra Mundial e onde estão restos de criminosos de guerra condenados pela Justiça - também causou revolta entre os chineses.