Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

China e Índia prometem superar disputas territoriais

Em Nova Déli, primeiro-ministro chinês diz que os dois países mais populosos do mundo precisam evitar tais desgastes para se tornarem motores da economia global. Acordos econômicos vão expandir comércio bilateral em 50%.

Segunda, 20 de Maio de 2013 às 10:45, por: CdB
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Os governos da Índia e da China concordaram em buscar uma solução pacífica para resolver uma questão que se arrasta há cinco décadas
Em Nova Déli, primeiro-ministro chinês diz que os dois países mais populosos do mundo precisam evitar tais desgastes para se tornarem motores da economia global. Acordos econômicos vão expandir comércio bilateral em 50%. Os governos da Índia e da China concordaram em buscar uma solução pacífica para resolver uma questão que se arrasta há cinco décadas: a disputa por território em suas fronteiras. A declaração foi dada nesta segunda-feira durante a visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, à Índia. Segundo os dois países, enviados especiais de ambas as partes continuarão as negociações iniciadas agora "na busca por um acordo baseado em uma divisão justa, razoável e mutuamente aceitável", afirmou o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, logo após encontro com o colega chinês em Nova Déli. O chefe do governo chinês destacou ainda que os dois países alcançaram um "consenso estratégico e aprofundaram uma confiança estratégica". "Ambos os lados concordam que precisamos melhorar os vários mecanismos relacionados às fronteiras e torná-los eficientes", declarou. A visita de Li à Índia  a primeira viagem internacional do líder chinês desde que tomou posse, em março passado – ocorre duas semanas após 20 dias de tensão vividos entre soldados chineses e indianos em Ladakh, região de fronteira no extremo norte da Índia. Os indianos acusaram as tropas chinesas de terem avançado 19 quilômetros no seu território. A disputa pelos limites territoriais que envolvem grandes áreas em torno dos 4 mil quilômetros de fronteiras é um legado da sangrenta guerra 1962 entre os países vizinhos. A Índia questiona o controle de Pequim sobre uma área de 43 mil quilômetros de terra improdutiva na Caxemira. Já a China disputa 90 mil quilômetros quadrados no estado de Arunachal Pradesh, nordeste da Índia, que afirma ser parte do sul do Tibet. Cooperação econômica Li Keqiang e Manmohan Singh ainda assinaram oito acordos para ampliar os laços econômicos e de cooperação entre seus dois países. A meta acertada visa alcançar 100 bilhões de dólares em negócios bilaterais até 2015, mais de 50% que os atuais 66 bilhões de dólares. Eles também concordaram em reverter um déficit comercial para a Índia de 29 bilhões de dólares especialmente nas áreas de tecnologia de informação, farmacêutica e agricultura. A China está entre os principais parceiros econômicos da Índia. Segundo o primeiro-ministro chinês, a decisão pela Índia como primeiro país a visitar após sua posse indica "a grande importância que Pequim atribui às relações entre os dois países". Li disse ainda que os dois países mais populosos do mundo – juntos eles abrigam 40% da população mundial – podem se tornar um novo motor para a economia global se evitarem tais desgastes. Além de influência regional, China e Índia disputam também fontes de energia para promover suas economias em crescimento. Programação internacional continua Durante sua visita de três dias à Índia, Li vai se encontrar ainda com a presidente do partido no comando do Parlamento, Sonia Gandhi, e também com o líder do Partido do Povo Indiano (Bharatiya Janata), de oposição. Ele ainda vai a Mumbai, onde terá reuniões com empresários e discutirá acordos comerciais. De lá, na quarta-feira, o primeiro-ministro chinês irá ao Paquistão e, em seguida, à Suíça. No próximo domingo ele vai a Berlim, onde será recebido pela chanceler federal alemã, Angela Merkel.
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