Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

China e Alemanha estreitam parceria econômica

Em sua sétima viagem oficial à China, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, participou nesta segunda-feira em Pequim, juntamente com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, da assinatura de seis acordos comerciais entre os dois países, num valor total de 2 bilhões de euros.

Segunda, 07 de Julho de 2014 às 10:19, por: CdB
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Angela Merkel e Li Keqiang reforçaram laços econômicos
Em sua sétima viagem oficial à China, a chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, participou nesta segunda-feira em Pequim, juntamente com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, da assinatura de seis acordos comerciais entre os dois países, num valor total de 2 bilhões de euros. Após o encontro com Li Keqiang no Grande Salão do Povo, Merkel reforçou que a expansão da cooperação econômica com a China depende do desenvolvimento de uma sociedade livre. A chanceler pediu também mais acesso ao mercado, transparência e igualdade para as empresas alemãs. - Nós deixamos claro, mais uma vez, que para nós desenvolvimento econômico, dos direitos humanos e da sociedade civil estão estreitamente relacionados - disse Merkel. A chanceler afirmou ainda que espera que temas como direitos humanos e Estado de Direito sejam debatidos entre os dois países antes do terceiro encontro dos dois governos, programado para outubro em Berlim, mas não se referiu a nenhum caso específico. Economia e direitos humanos Já o premiê chinês se defendeu das críticas sobre violação de direitos humanos e disse que as reformas em curso também servirão para fortalecer o Estado de Direito na China. Li Keqiang disse ainda concordar com o diálogo, "no espírito de respeito e igualdade", sobre essas áreas controversas. Além disso, o primeiro-ministro falou sobre a economia chinesa. Li Keqiang admitiu que o ritmo de crescimento está desacelerando e prometeu reformas para abrir mais o mercado, além da redução de impostos para pequenas empresas e aumento das opções de empréstimos. - Nós precisamos inspirar a vitalidade do mercado e dar apoio para a economia real - disse Li Keqiang. Os acordos assinados entre os dois países compreendem a construção de duas novas fábricas da Volkswagen na China, a venda de cem helicópteros do grupo Airbus para uso civil, no valor de 300 milhões de euros, e também a expansão da cooperação entre as companhias aéreas Lufthansa e Air China. A China também será o país homenageado na feira de tecnologia Cebit, em Hannover, no próximo ano. A China é o terceiro maior parceiro comercial da Alemanha, ficando à frente dos Estados Unidos. Os dois países possuem um comércio bilateral anual de 140,4 bilhões de euros. Setor aéreo A Lufthansa e Air China assinaram um acordo para a criação de uma joint venture, possibilitando a ampliação da ofertas de rotas para as duas companhias. Para o presidente da Lufthansa, Carsten Spohr, a parceria melhor o acesso da empresa alemã ao mercado aéreo chinês, o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A Air China transporta 49 milhões de passageiros por ano, sendo – com relação ao tráfego intercontinental,  a maior companhia aérea do país. - Nós ficamos satisfeitos por oferecer aos nossos clientes, especialmente na Europa e na China, melhores conexões de voo e serviço - declarou Spohr. O acordo entra em vigor já a partir de outubro deste ano. Setor automobilístico Além da assinatura do acordo para a construção de duas fábricas na China em parceira com a empresa chinesa FAW, a Volkswagen anunciou nesta segunda-feira que sua fábrica em Tianjin será inaugurada no final deste ano. As duas novas fábricas deverão custar aproximadamente 2 bilhões de euros e, segundo fontes da empresa alemã, devem começar a funcionar entre 2017 e 2018. A China é o mercado de vendas mais importante da Volkswagem: um em cada três carros da marca são vendidos no país. Além disso, 32% dos mais de 9,5 milhões de carros produzidos no mundo pela empresa foram fabricados em solo chinês. A montadora alemã já possui 17 fábricas na China, sendo que oito produzem carros e as demais, peças. Nos cinco primeiros meses deste ano, com suas parceiras chinesas FAW e Shanghai, a Volkswagen já produziu 1,51 milhão de carros, 18% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Três dias A viagem de Merkel para a China começou no domingo, em Chengdu, onde a chanceler se encontrou com membros do grupo de diálogo chinês-alemão, participou de um fórum sobre a cooperação urbanística entre a província local e a Alemanha, visitou uma fábrica da Volkswagen, além de se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping. Nesta terça-feira, a chanceler fará um discurso para estudantes na Universidade Tsinghua em Pequim, onde encerra a visita, e depois retorna para a Alemanha.
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