Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

China diz que seu crescimento militar não afeta paz regional

Segunda, 06 de Junho de 2011 às 13:57, por: CdB

O desenvolvimento militar da China ainda se encontra 20 anos atrás do dos Estados Unidos e não representa uma ameaça à paz regional, disse no domingo (5), o ministro da Defesa chinês Liang Guanglie.A declaração foi feita no Diálogo de Shangri-La organizado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS na sigla em inglês), em Cingapura, num momento em que o rápido crescimento militar da China atrai a atenção de todo o mundo. Referindo-se ao atual desenvolvimento do poderio militar chinês, Liang disse que a China tem lacuna geracional em comparação com outros sistemas militares desenvolvidos. "Embora tenhamos avançado e feito alguns progressos na ciência e tecnologia militar",disse Zhai Dequan, vice secretário-geral da Associação Chinesa de Controle e Desarmamento, “o nível global de desenvolvimento militar da China continua a ser muito inferior em comparação com o ocidental".

O Exército Popular de Libertação reiterou o objetivo de realizar a mecanização e alcançar progressos significativos na informatização em 2020, de acordo com o Livro Branco da Defesa 2010 lançado em março.

Países capazes de mecanizar as tropas podem implantar as forças armadas a uma distância relativamente longa de suas fronteiras, disse Gary Li, analista da Exclusive Analysis, uma empresa de inteligência baseada em Londres. Li disse que os Estados Unidos são o único país do mundo capaz de fazer isso.

Para ele, o desenvolvimento do Exército Popular de Libertação no estágio atual permite apenas “preencher a lacuna existente”.

"Os EUA estão desenvolvendo o que já têm, enquanto a China está fazendo o que nunca teve. E essa pode ser uma das razões por que a China chama mais atenção do que os Estados Unidos quando testa novas armas”, disse Li.

Outra razão, Segundo ele, é a posição estratégica sensível da China. "O país não tem aliados naturais. O ambiente complicado do entorno tornou difícil para a China desenvolver suas forças armadas. Quase todas as suas iniciativas são observadas e questionadas. "No seu discurso no ultimo dia do fórum, Liang disse que a China jamais buscaria a hegemonia nem a expansão militar”, agregou.

A política militar da China é defensiva e – exceto se sua soberania é desafiada – não se tornaria uma ameaça à paz e à segurança da região, disse.

A continua presença militar dos Estados Unidos na região tem levantado preocupações sobre o relacionamento com a China. Liang declarou que ambos os países agora compartilham pontos de vista comuns sobre os vínculos bilaterais e que espera construir o respeito mútuo e a parceria benéfica.

Liang se encontrou com o secretário da Defesa dos Estados Unidos Robert Gates e o vice-secretário de Estado State James Steinberg no final do evento.

Liang também falou sobre a segurança cibernética, afirmando que a China está sob frequentes ataques de várias proveniências. Para ele trata-se de algo de difícil identificação. Em sua opinião seria necessário que os países criassem uma regulação comum para se defenderem dos ataques cibernéticos.

Neste ano transcorre o 10º aniversário do Diálogo de Shangri-La, lançado pelo IISS, também chamado de Cúpula Asiática de Segurança, um fórum não oficial para fornecer aos funcionários da defesa, peritos e observadores uma plataforma para trocar opiniões sobre questões de segurança na Ásia.

Liang é a mais alta autoridade chinesa do setor de defesa a participar desse fórum e é a quarta vez que a China envia à reunião uma delegação de alto nível.

Fonte: Chinadaily


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