Rio de Janeiro, 27 de Janeiro de 2026

China derruba Bovespa e o mercado. Dólar volta a subir

Medida do governo chinês, que triplica as taxas sobre transações financeiras, derrubou o mercado nesta quarta-feria. Cerca de 300 mil pessoas abrem, por dia, uma conta de investimento na China. (Leia Mais)

Quarta, 30 de Maio de 2007 às 08:13, por: CdB

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu em queda nesta quarta-feira. O movimento de venda de ações ainda é reflexo das medidas anunciadas terça-feira pelo governo chinês para tentar conter a especulação na bolsa de valores local.

 Às 10h22, a queda da bolsa chegava a 2,06% (50.549 pontos). Com isso, a Bovespa se distancia do patamar recorde de mais de 52.000 pontos alcançado neste ano.

Uma medida do governo chinês que triplica as taxas sobre as transações financeiras derrubou o mercado local nesta quarta-feira.

O principal indicador negociado na bolsa de Shanghai, o Shanghai Composite Index (SCI), recuou 6,5%, para os 4.053 pontos.

O imposto sobre as transações financeiras no país subiu de 0,1% para 0,3%, em uma tentativa do governo de evitar uma bolha especulativa.

No início de março, um 'chacoalhão' nas bolsas chinesas levou observadores a alertar para o perigo da valorização rápida das ações.

Só neste ano, o índice SCI subiu 62%, alcançando um recorde na terça-feira.

Desde o início de 2006, o indicador quadruplicou de valor, refletindo a compra de ações por parte dos novos investidores chineses - estudantes, aposentados e pessoas comuns com acesso cada vez maior aos mercados.

Bolha

Segundo números da indústria, cerca de 300 mil pessoas por dia abrem uma conta de investimento na China.

O ritmo do mercado chinês levou analistas a advertir sobre a possível formação de uma bolha. Na semana passada, o ex-presidente do Banco Central americano (o Federal Reserve), Alan Greenspan, disse que o mercado acionário chinês precisa passar por uma correção dramática.

Para o pesquisador Cai Zhizhou, da Universidade de Pequim, foi exatamente isto que ocorreu na quarta-feira.

Ele disse que a medida anunciada pelo governo chinês foi "uma correção drástica" com o objetivo de "criar um sentimento mais racional entre os investidores".

Alguns analistas dizem que a queda nos preços - que fez os mercados europeus abrirem em baixa nesta quarta-feira - é apenas um efeito temporário.

A última mudança no regime de taxação do mercado chinês havia ocorrido em 2005, quando a taxa caiu de 0,2% para 0,1% em meio a um mercado financeiro em depressão.

Estimativas do Banco Mundial indicam que a economia chinesa deve crescer 10,4% neste ano, sem demonstrar sinais de superaquecimento.

Cautela

Outro fator de cautela para o dia é a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, que pode trazer sinais sobre o rumo da política monetária nos EUA.

As ações ordinárias da Telemar seguem na contramão do mercado e sobem 1,4%, para R$ 72,70. De acordo com Monteiro, os papéis reagem à notícia de que a Portugal Telecom tem interesse na compra da Telemar.

Minutos antes da abertura, a Portugal Telecom disse não ter feito nenhuma oferta pelo grupo brasileiro, negando notícia publicada pelo jornal português Diário Econômico.

As ações da JBS-Friboi , que na véspera haviam subido 1% em decorrência da notícia de aquisição da norte-americana Swift, perdiam 0,27% nesta manhã.

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