Segunda, 14 de Setembro de 2015 às 08:00, por: CdB
Por Redação, com Reuters - de Pequim
A China vai permitir que bancos centrais estrangeiros negociem em seu mercado cambial interbancário à vista e de derivativos cambiais como swaps e contratos a termo, informou o banco central chinês nesta segunda-feira.
O BC também comentou sobre uma grande discrepância de 405,4 bilhões de iuanes entre dois conjuntos de dados oficiais que são parâmetro da demanda por moedas estrangeiras na China.
O banco central Chinês disse que a diferença se deve a uma "ampla" liquidez cambial no sistema bancário
Em um comunicado online de perguntas e respostas, o banco central disse que a diferença se deve a uma "ampla" liquidez cambial no sistema bancário.
Cálculo da Reuters de dados do banco central divulgados na segunda-feira mostraram que as instituições financeiras da China tiveram saídas líquidas equivalentes a 723,8 bilhões de iuanes (US$ 113,69 bilhões) em agosto, o maior déficit já registrado.
Mas dados separados do banco central mostraram que o banco registrou saídas líquidas equivalentes a 318,4 bilhões de iuanes no mês passado.
Mercados asiáticos
As bolsas asiáticas tiveram desempenho misto em uma sessão agitada nesta segunda-feira após os mercados chineses serem pressionados por dados econômicos fracos e em meio às expectativas sobre se o Federal Reserve, banco central norte-americano, vai elevar a taxa de juros pela primeira vez em quase uma década..
Às 8h00 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,62%, após passar a maior parte da sessão oscilando entre território positivo e negativo.
Mas as ações chinesas caíram após dados decepcionantes sobre a economia do país no domingo, com o índice CSI300 e o índice de Xangai com quedas de 1,97% e 2,67% respectivamente.
O crescimento dos investimentos da China e de sua produção industrial ficaram aquém das previsões em agosto, aumentando as chances de que o crescimento econômico do terceiro trimestre possa ficar abaixo dos 7% pela primeira vez desde a crise global.
Antes da reunião de política monetária do Fed, na quarta e quinta-feiras, o banco central do Japão encerrará sua reunião de dois dias na terça-feira. As autoridades do banco devem manter a política, apesar da crescente evidência de que a inflação e crescimento do Japão permanecem estagnados.
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