Rio de Janeiro, 08 de Outubro de 2026

China defende censura a discurso de Obama em mídia estatal

Quinta, 22 de Janeiro de 2009 às 08:12, por: CdB

A China defendeu nesta quinta-feira a censura na televisão estatal e em sites domésticos das referências feitas pelo presidente norte-americano, Barack Obama, em seu discurso de posse ao comunismo e à dissidência, alegando que se tratava de um direito editorial.

A TV estatal chinesa interrompeu abruptamente a transmissão do discurso no momento que o comunismo foi citado por Obama. Além disso, muitos sites na Internet apagaram todas as menções à palavra.

– Não entendo a questão que você levantou. Acho que a imprensa chinesa, assim como a imprensa aqui presente, tem seus próprios direitos editoriais – disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Jiang Yu em entrevista coletiva.

Acredita-se que a China comunista, que fechou mais de 200 sites nos últimos dias por uso de conteúdo "vulgar", esteja tentando calar os dissidentes em um ano particularmente sensível, que inclui o 20o aniversário do massacre aos manifestantes da Praça da Paz Celestial em 1989.

– Lembrem-se que as gerações anteriores combateram o comunismo e o fascismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças e convicções – disse Obama em seu discurso de posse de 18 minutos na terça-feira.

Mais tarde, o novo presidente dos Estados Unidos acrescentou: "Para aqueles que chegam ao poder por meio da corrupção e da fraude, silenciando a dissidência, saibam que estão do lado errado da história, mas que estenderemos a mão se estiverem dispostos a descerrar o punho".
Jiang se recusou a comentar as referências feitas no discurso de Obama aos direitos humanos, alegando que os comentários não tinham nenhum país específico como alvo. Ela preferiu defender o histórico da China nesse setor.

– O governo chinês sempre respeitou e protegeu os direitos humanos. Mas como ainda estamos nos primeiros estágios do socialismo, existe uma série de coisas que ainda precisamos melhorar – disse.

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