Uma proposta de reforma do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) apresentada por Brasil, Alemanha, Índia e Japão vai comprometer o processo de atualização do órgão e acentuar diferenças, afirmou a China nesta terça-feira.
Os quatro países, que fazem lobby para conquistar assentos permanentes no conselho, divulgaram a proposta na segunda-feira para ampliar o conselho das atuais 15 vagas para 25.
Há cinco membros permanentes no conselho - China, Estados Unidos, Reino Unido, França e Rússia - e outros 10 eleitos para mandatos de dois anos.
- Parece que o núcleo do conteúdo da proposta é muito diferente das posições de muitos países - disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês.
Há alguns meses, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, apresentou seus planos de uma grande reforma na entidade e ele espera que a Assembléia Geral tome uma decisão até uma cúpula do órgão em setembro.
A China é contra a ambição japonesa de uma vaga permanente no conselho devido a conflitos sobre o passado belicista do país.
Dezenas de milhões de chineses morreram ou foram feridos durante a ocupação japonesa da China, de 1931 a 1945.