A China acelerou o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre para uma taxa anualizada de 7,9%, ante uma expansão de 6,1% nos primeiros três meses do ano, informou a agência nacional de estatísticas, nesta quinta-feira. Economistas aguardavam um crescimento de 7,5%.
"A base de recuperação ainda é fraca. O ímpeto do crescimento é instável. A recuperação é desequilibrada e ainda há fatores incertos e voláteis no processo de recuperação, disse a agência em comunicado.
A recuperação da economia chinesa nos últimos três meses contrasta com o desempenho do primeiro trimestre deste ano, quando o crescimento do PIB havia sido de apenas 6,1% - o pior dos últimos dez anos. Analistas afirmam que o grande gasto em investimentos feito pelo governo é um dos principais motivo do crescimento registrado no segundo trimestre.
O pacote de incentivos à economia foi lançado em novembro do ano passado e totaliza mais de US$585 bilhões. Entre as medidas está a oferta de extensa linha de crédito à população e indústria e o investimento pesado em construção civil, visando estimular a geração de empregos.
Recuperação
Os sinais de recuperação da economia mundial, no entanto, seguem firmes também nos EUA. O JPMorgan Chase, que esteve no centro da crise dos subprimes desde o início, em setembro do ano passado, anunciou nesta quinta-feira um lucro trimestral maior no segundo trimestre, superando expectativas de Wall Street. O resultado foi apoiado por força nos negócios com banco de investimento e varejo que minimizaram perdas com crédito.
O lucro líquido subiu para US$ 2,72 bilhões no segundo trimestre, contra US$ 2 bilhões no mesmo período do ano anterior. Já a receita líquida da instituição saltou 41%, para US$ 27,71 bilhões. O lucro por ação caiu para US$ 0,28, ante US$ 0,53, devido em parte ao aumento das ações em circulação. O banco informou reservou US$ 9,7 bilhões para perdas com crédito, quantia acima dos US$ 4,29 bilhões no ano passado, mas inferior frente aos US$ 10,07 bilhões do primeiro trimestre.
No mês passado, o JPMorgan pagou US$ 25 bilhões obtidos através do programa de alívio ao setor financeiro (Tarp, na sigla em inglês) do governo norte-americano, sendo o maior banco dos Estados Unidos a quitar os empréstimos federais. O presidente-executivo, Jamie Dimon, afirmou em um comunicado que o banco está confiante de que seu capital, níveis de reserva e lucros são sólidos mesmo se a economia enfraquecer.
Os resultados do segundo trimestre incluíram encargos por conta do pagamento dos empréstimos obtidos do governo. Analistas, em média, previam lucro de US$ 0,04 por ação sobre receita de US$ 25,91 bilhões, segundo a agência inglesa especializada em economia Reuters Estimates.