A economia da China cresceu 9% no primeiro trimestre de 2003, a maior taxa de expansão em seis anos, mas deve enfrentar uma desaceleração nos próximos meses, segundo a imprensa oficial chinesa. Já a agência de classificação de risco Standard and Poor's alertou que a disseminação na China da pneumonia também chamada de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pode ser mais danosa à economia da Ásia do que a guerra no Iraque. "Crescimento de 9% é estimulante e indica que a economia da China entrou em um novo ciclo de expansão", disse o China Daily Business Weekly, citando um graduado funcionário do State Statistical Bureau. Os indicadores de crescimento devem ser divulgados oficialmente na quinta-feira. Em 2002, a China cresceu 8%, tendo registrado 8,1% de expansão no último trimestre do ano passado, segundo dados oficiais. As previsões anteriores do chefe do National Bureau of Statistics, Zhu Zhixin, eram de que o Produto Interno Bruto (PIB) da China iria crescer 7% em 2003. A Standard and Poor's disse nesta terça-feira que a SRAG iria reduzir o crescimento econômico na Ásia em 2003, especialmente em Hong Kong. A imprensa oficial da China informou nesta terça-feira que surgiram 15 novos casos da doença em Pequim, o maior aumento em número de casos em apenas um dia. A China, o país mais populoso do mundo, registrou até agora a maior incidência de mortes provocadas pela nova pneumonia, que chegam a 64. O China Daily Business Weekly disse que é provável que a economia entre em desaceleração mais tarde neste ano, devido à queda nas exportações. Segundo o jornal, o crescimento no primeiro trimestre foi puxado por investimentos em infra-estrutura. Na segunda-feira, o Ministério do Comércio informou que a China tinha atraído US$ 13,1 bilhões em investimentos diretos estrangeiros no primeiro trimestre. Isso representa um aumento de 57% em relação ao mesmo período do ano passado. A produção industrial da China cresceu 17,2%, os investimentos em ativos fixos aumentaram 27% e o comércio exterior cresceu 40% no semestre, segundo a Economic Observer da China.