Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

China convida diplomatas a visitar Tibet; brasileiro integra a comitiva

Grupo de 17 diplomatas será guiado pelo governo chinês; visita será no fim-de-semana.

Sexta, 28 de Março de 2008 às 06:55, por: CdB

O diplomata brasileiro Oswaldo Biato Júnior está no Tibet participando da primeira visita de diplomatas à região desde que protestos violentos sacudiram a capital Lhasa em 14 de março.

O grupo que viaja a convite do governo da China conta também com emissários da Grã-Bretanha, França, Austrália, Japão e Estados Unidos. Os 17 diplomatas deixaram a capital Pequim na manhã desta sexta-feira e deverão retornar ainda durante o fim de semana, possivelmente no sábado.

A visita vem em resposta à forte pressão mundial para que a China permita que a comunidade internacional veja com os próprios olhos a situação do Tibet.

A visita é guiada e controlada por funcionários do governo chinês, que conduzirão os oficiais estrangeiros a áreas previamente selecionadas e autorizadas pelas autoridades do Partido Comunista.

Os Estados Unidos elogiaram a idéia da visita, mas pressionaram por maior autonomia, lembrando que os diplomatas deveriam ter o direito de circular livremente pelos arredores de Lhasa.

"Direção certa"

O porta-voz do departamento de estado dos Estados Unidos, Sean McCormack disse que a viagem foi um passo na direção certa.

- Mas não é substituto para a habilidade de nossos diplomatas, assim como outros, de não apenas viajar a Lhasa, mas a áreas específicas dos arredores também - disse MacCormack.

A embaixada do Brasil em Pequim vê com bons olhos a iniciativa e apóia a política da China única.

O giro diplomático ocorre pouco depois da primeira visita de jornalistas estrangeiros à região, no começo dessa semana.

Na quinta-feira, a visita dos correspondentes foi interrompida por protestos inesperados de monges no templo Johkang. Os religiosos gritaram palavras de ordem e defenderam o Dalai Lama quando o grupo de jornalistas passe

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