A mídia chinesa confirmou, nesta quinta-feira, que o líder norte-coreano, Kim Jong-il, visitou a China, onde se reuniu com o presidente Hu Jintao, em Pequim. Hu disse que a visita de Kim "definitivamente irá trazer a relação bilateral a um nível mais alto", segundo a agência chinesa de notícias Xinhua.
A mídia chinesa confirmou, nesta quinta-feira, que o premiê da Coreia do Norte, Kim Jong-il, visitou a China, onde se reuniu com o presidente Hu Jintao, em Pequim. Hu disse que a visita de Kim "definitivamente irá trazer a relação bilateral a um nível mais alto", segundo a agência chinesa de notícias Xinhua.
Foi a terceira viagem de Kim à China em pouco mais de um ano, apesar de o líder norte-coreano ter viajado pouco para o exterior nos anos anteriores. As poucas vezes em que saiu do país, usou seu trem particular, aparentemente por sofrer de aerofobia (medo de viajar de avião).
A Coreia do Norte tem buscado ajuda alimentar de outros países e analistas acreditam que Kim quer garantir o apoio da China ao seu filho mais jovem, futuro sucessor à dinastia da família, que está no poder desde a fundação do país.
Armas nucleares
Jong-il afirmou a jornalistas chineses que espera novamente ver reunidos os seis países que negociam a questão nuclear na península coreana, entre eles os EUA e o Japão.
– Esperamos que a situação seja apaziguada na península coreana, somos favoráveis ao objetivo de uma desnuclearização da península coreana, e convidamos para uma rápida retomada das negociações a seis – afirmou Kim, segundo palavras transcritas pela emissora chinesa de TV CCTV.
O regime de Pyongyang, apoiado pela China, disse estar disposto retomar as negociações e renunciar ao programa nuclear, além de suspender os testes atômicos. As duas Coréias, China, Estados Unidos, Japão e Rússia participam das negociações a seis, que a Coreia do Norte abandonou em abril de 2009.
Calmos e flexíveis
Hu ressaltou que as partes envolvidas na questão nuclear entre a Coreia do Norte e a do Sul devem se manter 'em calma' e 'mostrar flexibilidade', ressaltou a agência chinesa. Apesar do caráter extraoficial da visita, Kim se reuniu durante a viagem com oito dos nove máximos líderes do Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês, entre eles, o primeiro-ministro, Wen Jiabao, e o presidente do Poder Consultivo, Jia Qinglin. Durante a visita, Hu aceitou o convite de Kim para visitar a Coreia do Norte, revelou a Xinhua.
Neste ano, China e Coreia do Norte celebram os 50 anos da assinatura do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua, base da tradicional aliança bilateral (Pequim é o maior fornecedor de ajuda econômica e humanitária a Pyongyang).
Curiosamente, Kim deixou a China no mesmo dia em que outro líder de um governo do bloco comunista asiático chega ao país em viagem oficial: o presidente de Mianmar, Thein Sein. O líder birmanês se reunirá com Hu e com Wen durante sua viagem de três dias à China.
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