Rio de Janeiro, 22 de Setembro de 2026

China condena visita de autoridades japonesas a polêmico santuário

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, enviou uma oferenda a um santuário pelos mortos de guerra nesta quinta-feira, aniversário da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, enquanto membros do gabinete visitaram pessoalmente o local, provocando duras reclamações da China e da Coreia do Sul e colocando em risco a tentativa de melhorar os laços entre os países.

Quinta, 15 de Agosto de 2013 às 11:06, por: CdB
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Primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, comparece a cerimônia em homenagem aos mortos da Segunda Guerra Mundial, por ocasião do 68º aniversário da derrota do Japão na Guerra, em Tóquio
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, enviou uma oferenda a um santuário pelos mortos de guerra nesta quinta-feira, aniversário da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, enquanto membros do gabinete visitaram pessoalmente o local, provocando duras reclamações da China e da Coreia do Sul e colocando em risco a tentativa de melhorar os laços entre os países. Abe tenta não inflamar a tensão com a China e a Coreia do Sul ao mesmo tempo em que sustenta uma ideologia conservadora, compartilhada por seus partidários. Mas pelo menos três ministros e dezenas de parlamentares prestaram suas homenagens ao Santuário Yasukuni, visto como um símbolo do Japão militarista do passado. - Eu pedi ao meu assessor especial... para fazer uma oferta em meu nome com um sentimento de gratidão e respeito por aqueles que lutaram e deram suas vidas preciosas pelo país - disse Abe a jornalistas em seu gabinete. - A respeito de quando eu poderei ir ao Santuário Yasukuni, ou se vou ou não, eu não vou falar, já que isso não deve tornar-se uma questão política ou diplomática - disse ele depois que seu assessor do Partido Liberal Democrático (LDP) depositou a oferenda em nome de "Shinzo Abe, líder do LDP." As visitas de políticos de alto escalão ao santuário têm causado indignação na China e na Coreia do Sul, porque o santuário homenageia 14 líderes de guerra japoneses condenados como criminosos de guerra por um tribunal dos Aliados. A China convocou o embaixador japonês para expressar seu protesto. - Não importa de que forma ou sob qual identidade os líderes políticos japoneses visitam o Santuário Yasukuni, é sempre uma tentativa intrínseca de negar e embelezar a história de invasão dos militaristas japoneses - disse o Ministério das Relações Exteriores da China em comunicado. China e Coreia sofreram sob o domínio japonês, com partes da China sendo ocupadas a partir de 1930 e a Coreia colonizada entre 1910 e 1945. Líderes japoneses pediram desculpas no passado, mas muitos na China e na Coreia do Sul duvidam da sinceridade das desculpas, em parte por causa de declarações contraditórias por parte de políticos.
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