Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

China censura propaganda de tênis da Nke

Terça, 07 de Dezembro de 2004 às 09:18, por: CdB

A China censurou uma propaganda de tênis da Nike em que a estrela do basquete dos Estados Unidos LeBron James derrota uma série de personagens tradicionais chineses, de um desenho de um mestre de kung fu a um par de dragões. A Nike Inc. e James são os primeiros alvos da nova iniciativa de censura da China, que tem por objetivo evitar propagandas consideradas ofensivas.

A Administração Estatal de Rádio, Filme e Televisão da China ordenou na segunda-feira que as emissoras do país parem de transmitir as propagandas da Nike de "LeBron James na Câmara do Medo," que, segundo o organismo, provoca raiva e alegações de ofensas aos "sentimentos nacionais."

Na propaganda, James, 19, do Cleveland Cavaliers, vence com facilidade inimigos animados, incluindo um mestre de kung fu de cabelo branco, duas mulheres usando trajes tradicionais chineses e o par de dragões, ao subir de níveis do jogo da "câmara."

- A propaganda provocou forte indignação pública - disse um comunicado no site da administração estatal.

O filme viola regras que estipulam que "todas as transmissões na televisão devem proteger a dignidade nacional e interesses e respeitar a cultura tradicional da nação." O escritório central da Nike, em Xangai, passou as perguntas para seu agente de relações públicas, que disse que se reuniria com representantes da Nike nesta terça-feira.

Esta não é a primeira vez que propagandas de produtos estrangeiros provocam ira nacionalista na China. No ano passado, muitos chineses se ofenderam com uma campanha impressa que mostrava leões de pedra - símbolos tradicionais chineses de autoridade - saudando um veículo esportivo Toyota Prado.

A fabricante japonesa acabou tirando as propagandas e emitindo desculpas através de seu site chinês. Propagandas da Nike mostrando James e grafites provocaram controvérsia e protestos em Cingapura no mês passado.

Cerca de 50 pessoas escreveram reclamando que os pontos de ônibus da cidade, em geral imaculados, sofreram atos de "vandalismo" e "grafitagem" depois da instalação de 700 pôsteres, disse a mídia de Cingapura.

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