A economia da China crescerá provavelmente entre 7% e 8% este ano, à medida que as políticas de estímulo fiscal do governo comecem a surtir efeito, disse o economista-chefe do Banco Mundial nesta quarta-feira. A terceira maior economia do mundo provavelmente crescerá entre 6% e 7% no primeiro trimestre em relação a um ano antes, e, em média, 7% nos trimestres seguintes, disse Justin Lin à agência inglesa de notícias Reuters, durante a reunião anual do Fórum Econômico Mundial.
A China, segunda maior economia da região, teve uma desaceleração muito mais abrupta do que esperavam analistas, à medidas que as exportações deixaram o patamar de dois dígitos de crescimento e passaram a encolher na comparação mensal com igual período do ano anterior. O crescimento econômico anual desacelerou para 6,8% no quarto trimestre de 2008, ante 13% em todo o ano de 2007. O ritmo de 9% de 2008 foi o mais lento em sete anos.
"O governo chinês tem respondido bem a esta pressão, então acredito que os 4 trilhões de iuans (US$ 585 bilhões) do estímulo fiscal surtirão efeito no segundo trimestre deste ano", disse Lin.
Ele disse também que acredita ser improvável que uma recente troca de declarações entre Estados Unidos a China em relação ao iuan gere uma guerra comercial.
O novo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, disse na semana passada que Pequim está manipulando o câmbio para ganhar uma vantagem comercial injusta, comentários que foram reprovados pelo banco central da China e por diplomatas.
– Ambos os lados compreendem que é muito importante olhar para frente e solucionar a crise financeira, e que neste momento é mais importante estimular o crescimento econômico. Eu acredito que é improvável que isso leve a uma guerra comercial, e nós acreditamos que, a esta altura, a coisa mais importante seja evitar o protecionismo no mundo. Esta será a principal direção dos esforços, estou certo, tanto do lado chinês quanto do norte-americano – disse Lin.