Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

China adverte Taiwan sobre luta pela independência

Sexta, 04 de Março de 2005 às 07:02, por: CdB

O presidente da China, Hu Jintao, disse nesta sexta-feira que a população chinesa faria todo o possível para reunificar-se de forma pacífica com Taiwan, mas que nunca toleraria a independência definitiva da ilha.

A China, que vê em Taiwan uma Província renegada a ser reincorporada pela força, se necessário, está prestes a aprovar uma lei anti-secessão durante uma sessão parlamentar que começa no sábado. A lei estipula as circunstâncias sob as quais os chineses poderiam atacar Taiwan a fim de impedir a independência formal da área.

O governo da China promete reintegrar a ilha vizinha a qualquer preço, mas diz que a lei anti-secessão tem por meta uma reunificação pacífica.

- Continuaremos a fazer todos os esforços possíveis em nome da reunificação pacífica - afirmou na sexta-feira Hu, segundo a agência de notícias Xinhua.

As declarações foram dadas diante de um painel de discussões reunindo assessores parlamentares que representavam a "região de Taiwan".

- Apesar disso, nunca toleraremos a 'independência de Taiwan' e nunca permitiremos que as forças separatistas façam com que Taiwan separe-se da pátria mãe sob qualquer designação ou circunstância.Grandes e complicadas mudanças aconteceram na ilha de Taiwan nos últimos anos, e as atividades intensificadas das forças separatistas desferiram um pesado golpe contra o desenvolvimento pacífico e estável das relações através do estreito (de Taiwan) - afirmou o presidente.

Jiang Enzhu, porta-voz do Parlamento, disse em uma entrevista coletiva concedida horas antes, também nesta sexta-feira, que a lei anti-secessão não era um passo preparatório para a guerra.

- Ela, de modo nenhum, visa aos compatriotas de Taiwan. Os compatriotas de Taiwan não são favoráveis à independência - disse ainda.

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