Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

China adota tom conciliador, mas não pretende mexer no yuan tão cedo

Segunda, 24 de Maio de 2010 às 08:38, por: CdB

A China adotou um tom conciliatório na abertura das conversações com os Estados Unidos nesta segunda-feira, ao prometer estimular a demanda doméstica e deixar em aberto uma reforma da taxa de câmbio, que a administração Obama diz ser necessária para reequilibrar a economia global. Os EUA trataram a questão suavemente e saudaram o compromisso de longo prazo de Pequim para a reforma do yuan com os dois lados realizando o segundo encontro Diálogo Estratégico e Econômico.

O único ponto de ligeira discórdia foram os pedidos dos EUA para uma linha mais dura contra a Coréia do Norte em relação a um suposto naufrágio de um navio de guerra sul-coreano, contra apelos de contenção da China. A primeira e a terceira maiores economias do mundo estão procurando estabilizar relações após um aumento das tensões no início do ano. Ao mesmo tempo em que o presidente da China, Hu Jintao, não trouxe novidades na disputa sobre o câmbio que tem dividido os dois países, pôs um tom amigável para os dois dias de conversações.

– A China continuará a avançar firmemente na reforma do mecanismo de formação da taxa de câmbio do renminbi, seguindo os princípios de ser independente, controlável e gradual – disse Hu. O renminbi é outro nome do yuan.

Hu disse que seu governo quer expandir a demanda doméstica para criar um crescimento mais equilibrado, algo que Washington – preocupado com o seu enorme deficit comercial com a China – também tem defendido. No encontro, o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, apelou a Pequim para ambos os países trabalharem juntos para redução de barreiras comerciais e desenvolvimento de uma economia global mais equilibrada.

Em relação ao yuan, que foi efetivamente atrelado ao dólar desde que a crise financeira global se agravou em meados de 2008, Geithner disse que o governo chinês está caminhando na direção certa.

– Nós saudamos o fato de os líderes chineses reconheceram que a reforma da taxa de câmbio é uma parte importante da sua agenda de reforma mais ampla – disse.

Tentando pressionar o caso de que a valorização do yuan seria do interesse da própria China, Geithner disse que uma taxa de câmbio mais orientada para o mercado ajudaria a suprimir a inflação, embora também faria empresas privadas elevarem a cadeia de valor.

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