Pequim mobilizou um exército de 20.000 trabalhadores de construção civil para evitar a mesma correria de última hora antes da Olimpíada de Atenas e garantir o término dos preparativos bem antes dos Jogos de 2008.
Nesta terça-feira, a cidade exibiu o ginásio de basquete, onde 1.200 funcionários terminaram de construir as fundações e estão ocupados com os pisos, apenas seis meses depois do início da obras.
- Acho que vai ficar muito bonito - disse o eletricista Wei Wenwu, que mostrou no computador o modelo do ginásio, sem janelas.
O local, parte do Centro de Cultura e Esportes Wukesong, é uma das 11 novas arenas projetadas para os Jogos. Pequim começou a trabalhar em 10 delas e iniciará as obras da última no final deste mês.
O estádio Wukesong está programado para ficar pronto em 2007, quando deverá ter um telhado que recicla água, equipamento de energia solar, uma quadra de basquete central, duas quadras secundárias e cadeiras para 18.000 pessoas.
O plano original era mais ambicioso, mas o espaço térreo foi reduzido e a parede de televisões externa foi cancelada.
- Eu não chamaria de contenção, chamaria de otimização - disse a repórteres nesta terça-feira Liu Zhongyi, chefe do centro Wukesong, repetindo a frase usada com frequência em Pequim no último ano.
A capital ainda espera gastar pelo menos 2 bilhões de dólares em instalações para os Jogos. Mais de 496 milhões de dólares serão usados nas obras do Estádio Nacional "Ninho de Pássaro" e no centro de natação "Cubo D'água."
O valor estimado na melhoria da infra-estrutura da cidade é de 40 bilhões de dólares. Depois dos Jogos, todo o complexo será usado para exibições, eventos esportivos profissionais e shows, disse Liu Zhongyi.
- Temos que deixar um legado para o povo chinês. Não é certo construir um estádio inútil - disse.
Pequim afirma que sua Olimpíada será do povo, mas, como parte das melhorias na cidade, algumas aldeias pobres perto de centros olímpicos serão destruídas.
- As 12 aldeias não são compatíveis com os arredores de centros olímpicos e com a aparência da cidade", disse Jin Yan, do Escritório de Projeto de Construção Pequim 2008, em entrevista coletiva nesta terça-feira.
Jin classificou as aldeias de "sujas e desordenadas," mas não especificou quantas pessoas serão afetadas. Outras aldeias poderão ser removidas antes dos Jogos, afirmou.
Em junho, centenas de agricultores de um subúrbio de Pequim fizeram uma manifestação depois que foram retirados à força de seus campos, sem indenização, para abrir espaço para o Parque Aquático Olímpico Shunyi, que receberá as competições de canoagem.