Esta terça-feira, os estudantes chilenos voltaram a ocupar as ruas reivindicando uma educação gratuita e de qualidade. Na capital chilena, a iniciativa concentrou 150 mil pessoas. Artigo |10 Agosto, 2011 - 16:48Na manifestação, a quinta num período de dois meses, participaram professores, alunos e pais, sendo que os sindicatos que representam os trabalhadores públicos e os mineiros de cobre já anunciaram que se irão juntar aos protestos.
A presidente da Federação de Estudantes do Chile, Camila Vallejo, já veio afirmar que se o Governo não for capaz de dar uma resposta, será preciso "exigir outra via de solução, já não institucional". “(Será necessário) Convocar um plebiscito para que seja a cidadania em seu conjunto a decidir qual tem de ser o futuro da educação em nosso país", avançou Camila.
Os estudantes chilenos pretendem que o Estado seja responsável pelo sistema de ensino e que seja proibido o lucro como objectivo das instituições de educação privadas.
Na manifestação, a quinta num período de dois meses, participaram professores, alunos e pais, sendo que os sindicatos que representam os trabalhadores públicos e os mineiros de cobre já anunciaram que se irão juntar aos protestos.
Em resultado de confrontos entre a polícia e alguns dos manifestantes, registaram-se cerca de 300 detenções e 39 pessoas ficaram feridas.
O governo conservador de Sebastian Piñera, o primeiro presidente de direita a governar o Chile desde que o país voltou à democracia em 1990, tem registado uma quebra acentuada na sua popularidade.