Rio de Janeiro, 11 de Outubro de 2026

Chile nega apresentação de nova proposta educacional

Quinta, 11 de Agosto de 2011 às 20:50, por: CdB

SANTIAGO DE CHILE, 10 AGO (ANSA) - O governo chileno confirmou hoje que não apresentará uma nova proposta de reforma educacional, como foi solicitado por manifestantes do setor estudantil, e pediu que o movimento se disponha a dialogar sobre as mudanças oferecidas anteriormente.
   
"Já temos a proposta e esperamos que eles [os estudantes] possam sentar-se com as autoridades, os parlamentares, para poder decidir como seguimos adiante e complementamos a proposta", afirmou o porta-voz do governo chileno, Andrés Chadwick.
   
Expira hoje o prazo dado por estudantes e professores para que o governo apresente um novo pacote de medidas que se aproxime mais de suas reivindicações educacionais. Eles ainda anunciaram um "novo calendário de mobilizações".
   
O ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, afirmou que foi feita "uma proposta que aborda temas importantes", mas que o governo recebeu "uma porta na cara" como resposta. "A proposta foi queimada na rua por muitos estudantes antes mesmo de o prazo estipulado para a resposta ter expirado", acrescentou.
   
O documento acolheu algumas das principais demandas estudantis, como desmunicipalizar o ensino infantil, fundamental e médio e garantir constitucionalmente o direito à educação.
   
O texto ratifica "o compromisso em aumentar em US$ 4 bilhões o orçamento da educação, desde agora até os próximos quatro ou seis anos" nos níveis infantil, fundamental, médio e superior e se responsabiliza em "aumentar substancialmente o subsídio escolar ano a ano, com o objetivo de que o valor se duplique até 2018".
   
No plano universitário, o Ministério aceitou o pedido por uma mudança no acesso à universidade, ampliando o número de bolsas estudantis e estabelecendo uma superintendência para fiscalizar lucro dos estabelecimentos educacionais privados que recebem contribuição pública.
   
Há cerca de dois meses, o setor estudantil chileno vem protestando por melhorias na educação do país. Cerca de 100 mil chilenos saíram ontem às ruas da capital, Santiago, para uma marcha em defesa de uma educação pública e de qualidade na qual foram registrados alguns focos de enfrentamentos entre grupos de manifestantes encapuzados e policiais.
   
Ao longo do trajeto, os moradores da capital do Chile foram lançando papéis picados, balões e saíram às portas de suas casas para bater panelas em manifestações de apoio à causa dos estudantes. (ANSA)


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