O governo chileno não entrará em controvérsia com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. O líder venezuelano voltou a exigir uma saída ao mar para a Bolívia, informou a chanceler Soledad Alvear.
- Nós não vamos entrar em conflito com o presidente Chávez. Temos um grande sentimento pelo povo venezuelano... e estamos comprometidos com a democracia - ressaltou a chanceler para um canal de televisão chileno.
A autoridade lembrou que o Governo do Chile trabalha há muito tempo com um grupo de apoio, liderado pela OEA (Organização dos Estados Americanos), para fortalecer a democracia na Venezuela.
- É do nosso interesse manter nossos amigos e amigas venezuelanos - disse.
Durante um pronunciamento nesta quinta-feira, Chávez voltou a insistir em um debate que abra espaço para a devolução da saída ao mar para a Bolívia.
O presidente ainda ofereceu a La Paz todo o asfalto necessário para a construção de uma estrada até um porto marítimo boliviano, em clara alfinetada ao governo chileno.
- Queremos pelo menos a discussão do problema - disparou Chávez durante seu discurso anual perante o Parlamento Venezuelano.
A Bolívia perdeu sua saída para o mar após uma guerra com o Chile, em que teve o Peru como aliado.
Há muito tempo, Santiago diz que não existe diferenças territoriais com a Bolívia e afirma que qualquer negociação sobre o problema deveria envolver o Peru.
Por sua vez, Lima - que considera o assunto um problema dos dois países vizinhos - assinalou que só se envolverá na discussão se o antigo território boliviano, Arica (norte do Chile), for devolvido a La Paz.
No entanto, um tratado pós-guerra, firmado por Lima e Santiago em 1929, impede ao Chile de dar uma saída para o mar à Bolívia, por Arica, sem um acordo prévio com o Peru.
Chile não entra em controvérsia com a Venezuela
Sexta, 16 de Janeiro de 2004 às 02:51, por: CdB