Rio de Janeiro, 26 de Outubro de 2026

Chico Alencar lança desafio a adversários

O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro Chico Alencar (PSOL), da coligação Frente Rio Socialista encaminha nesta terça-feira, a todos os adversários uma carta na qual propõe que assumam um conjunto de compromissos para assegurar a transparência das eleições de outubro. Entre eles estão a fixação de um teto de R$ 400 mil para gastos na campanha majoritária; a não aceitação de doações de pessoas físicas e jurídicas que tenham interesses diretos nas áreas de atuação da prefeitura e o apoio ao pleito junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para fiscalização dos “centros sociais” vinculados a vereadores e candidatos ao cargo. (Leia Mais)

Terça, 01 de Julho de 2008 às 07:30, por: CdB

O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro Chico Alencar (PSOL), da coligação Frente Rio Socialista encaminha nesta terça-feira, a todos os adversários uma carta na qual propõe que assumam um conjunto de compromissos para assegurar a transparência das eleições de outubro. Entre eles estão a fixação de um teto de R$ 400 mil para gastos na campanha majoritária; a não aceitação de doações de pessoas físicas e jurídicas que tenham interesses diretos nas áreas de atuação da prefeitura e o apoio ao pleito junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para fiscalização dos “centros sociais” vinculados a vereadores e candidatos ao cargo.
 
Como exemplo da disparidade dos gastos com campanhas, Chico cita as despesas declaradas na última disputa pelo cargo, quando o candidato do PT, Jorge Bittar, declarou o valor de R$ 4.104milhões; o prefeito atual, César Maia, R$ 2.784 milhões; Luiz Paulo Conde R$ 1.693 milhões; o senador Marcelo Crivela, R$ 1.468 milhões e a ex-deputada Jandira Feghali, R$1.199milhões.
 
Chico afirma que a inciativa visa tornar a campanha no Rio de Janeiro exemplo de disputa limpa no campo de idéias e projetos políticos para a cidade.

– Só assim começaremos a resgatar a credibilidade nos partidos e na representação popular, tão maculada pela corrupção, pelo mercado milionário de votos e pelo rebaixado clientelismo –afirma.
 
O limite de R$ 400 mil proposto, diz o candidato, é resultado de levantamentos feitos no mercado.

– Fizemos todas as contas e concluímos que é possível, dentro de princípios de austeridade e com participação dos militantes. Esse cálculo exclui, por exemplo a contratação de pessoas pra ficarem segurando faixas – afirma.
 
A proposta de não aceitar doações daqueles que têm interesse direto nas áreas de atuação da prefeitura, inclui empreiteiras com expectativa de obras públicas, empresas de planos de saúde, grandes redes de ensino privado e pessoas físicas sócias de concessionárias de linhas de ônibus (as empresas já estão legalmente impedidas). Outras demandas são: a divulgação por iniciativa própria dos currículos de cada candidato a vereador da chapa/coligação; o compromisso de promoção em instituições e entidades com as quais cada candidato tenha contato- como escolas, igrejas, sindicatos e associações de moradores- de debates com a participação de todos, sem a transformação em correias de transmissão exclusiva de uma candidatura e o apoio ao pleito junto ao TRE pela fiscalização especial sobre os chamados "centros sociais" vinculados a detentores de mandatos ou candidatos.

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